Aviso: o texto a seguir contém relatos delicados sobre agressão e abuso sexual, podendo ativar gatilhos relacionados a estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Se você ou alguém que você conhece é vítima desse tipo de violência, busque ajuda e faça uma denúncia. Ligue para o 180.
O ex-participante do Big Brother Brasil, Antônio Rafaski, deu uma entrevista ao portal LeoDias após ser considerado inocente em uma acusação de estupro, onde compartilhou os traumas que ainda o afligem. O ex-empregado da Globo passou a enfrentar intensas crises de ansiedade e perdeu diversas oportunidades profissionais, sendo forçado a se mudar para trabalhar em projetos fora do Brasil. Vitória Castro, influenciadora digital, foi condenada por caluniar Rafaski. Ela alegou que o incidente teria ocorrido durante um cruzeiro em 2019, quando afirmou ter sido vítima de violência sexual após ficar sozinha em uma cabine com o ex-brother.
Em uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a influenciadora recebeu uma pena de 1 ano e 6 meses de detenção. Antônio comemorou a decisão das autoridades: “Foi um alívio, mesmo sabendo que era inocente. Senti que, além de perder trabalhos e contratos, minha vida havia sido destruída, como se estivesse preso em uma cela mental. É uma sensação que não tem preço! Foram quase seis anos, se não me engano, e agradeço a Deus, pois tudo acontece no tempo certo. Eu estava em Milagres, aproveitando o feriado, quando as notícias começaram a circular”.
“Deus preparou tudo isso. Não existe sensação melhor. Estou extremamente feliz, me sentindo mais leve do que nunca e não consigo nem descrever isso em palavras”, acrescentou o ex-global. De acordo com Rafaski, uma das consequências dessa situação foi a perda de empregos e a exclusão do meio artístico: “Perdi várias oportunidades. Tinha uma vida maravilhosa e estável em São Paulo, mas precisei ir para fora do país para trabalhar em construção. Foi uma experiência incrível, pois conheci histórias de pessoas de várias partes do mundo, mas não foi um período fácil”.
“Em relação a convites para a televisão, passei quase um ano aguardando um projeto em que seria o protagonista de um programa da Netflix, com um alcance global. A equipe me adorou, isso ocorreu durante a pandemia. Mas o diretor me disse que não poderia participar porque eu estava, entre aspas, envolvido em uma situação que poderia gerar repercussão negativa. E mesmo acreditando na minha inocência, a equipe achou que seria ruim para o programa, resultando na perda de muitos contratos e oportunidades. Foi surreal!”, explicou o irmão de Manoel.
“Porém, creio na dupla honra de Deus. Acredito que tudo o que foi retirado de mim será restituído em dobro ou triplo”, afirmou com convicção. A saúde mental do modelo e criador de conteúdo digital foi afetada pelos comentários e injustiças: “Meu psicológico, não vou mentir, ficou bastante abalado. Não apenas pelos comentários nas redes sociais, mas porque várias páginas de fofoca disseminaram informações sem provas. O ataque foi algo bizarro. E como as pessoas me viam, sabe?”.
“Isso me levou a desenvolver traumas e crises de ansiedade. Foram muitas coisas. Minha família, felizmente, nunca duvidou de mim, do meu caráter. E quanto aos meus amigos, pude perceber quem realmente estava ao meu lado e quem não estava. Isso me permitiu fazer um bom filtro! Meu único recado é que o justo não precisa se justificar e tudo acontece no tempo certo. Apesar de ter demorado anos, acredito que aqueles que me acompanharam desde o ‘Big Brother’ até hoje conhecem minha índole, meu caráter e, acima de tudo, meu coração”, refletiu o ex-participante do “BBB17”.
“Para aqueles que realmente me apoiam, quero deixar um agradecimento: obrigado pelo carinho, pelas mensagens, orações e toda a energia positiva. Amo vocês de verdade! Que Deus sempre abençoe todos que estão comigo e torcem pelo meu sucesso”, encerrou o modelo.