O Vaticano preserva diversas tradições em seus rituais, incluindo os de despedida. Contudo, o Papa Francisco decidiu introduzir mudanças significativas para seu próprio funeral. Diante de problemas de saúde, o pontífice já manifestou seu desejo de realizar uma cerimônia mais simples e diferente das práticas habituais. Ele faleceu na madrugada de segunda-feira (21/4), aos 88 anos.
No ano anterior, mesmo antes de enfrentar questões de saúde, o Papa havia aprovado uma reforma nos rituais funerários papais com o intuito de simplificar as cerimônias de despedida. Essas alterações, divulgadas em novembro, refletem seus anseios de ser “enterrado como qualquer fiel da Igreja”.
Reconhecido por sua humildade, o Santo Padre deseja que até sua despedida mantenha essa simplicidade. Um dos seus pedidos refere-se ao caixão: tradicionalmente, os papas são sepultados em três caixões interligados, compostos de materiais diversos, como madeira de cipreste, carvalho e chumbo, para garantir a preservação do corpo. Porém, Francisco prefere um único caixão de madeira, revestido de zinco. Além disso, ele gostaria que o caixão permanecesse aberto durante o velório, ao contrário da prática comum na Igreja Católica, onde os papas costumam ser expostos em uma plataforma na Basílica de São Pedro.
Outro desejo do Papa é ser sepultado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, ao invés da tradicional gruta de São Pedro, onde descansam outros 91 papas. Francisco nutre uma grande admiração por este local, frequentemente o visitando após suas viagens para rezar diante de uma imagem de Maria com o Menino Jesus.