AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
SK Hynix suspende IPO da unidade de chips nos Estados Unidos devido a preocupações regulatórias e de mercado • Bradesco aponta aumento na inadimplência, mas mantém segurança com seu portfólio de crédito • Governo abre chamamento para aquisição de dívidas antigas no âmbito do programa Desenrola Brasil 3.0 • Terremoto de magnitude 7,0 atinge região do Tibete, causando 16 mortes e dezenas de feridos • Inter destaca-se em rankings internacionais de percepção de marca e confiabilidade bancária em 2026 • Receita Federal anuncia isenção de obrigatoriedade de emissão de nota fiscal eletrônica para MEIs a partir de 2027 • Bolsas da Ásia apresentam alta moderada, enquanto petróleo e preocupações com inteligência artificial limitam avanços • BYD inicia processo de ampliação da produção no Brasil e mira dobrar capacidade até 2027 • Preços do petróleo atingem maior nível em cinco meses impulsionados por tensões no Oriente Médio • Volvo anuncia corte de 2.500 empregos após prejuízo operacional no terceiro trimestre • SK Hynix suspende IPO da unidade de chips nos Estados Unidos devido a preocupações regulatórias e de mercado • Bradesco aponta aumento na inadimplência, mas mantém segurança com seu portfólio de crédito • Governo abre chamamento para aquisição de dívidas antigas no âmbito do programa Desenrola Brasil 3.0 • Terremoto de magnitude 7,0 atinge região do Tibete, causando 16 mortes e dezenas de feridos • Inter destaca-se em rankings internacionais de percepção de marca e confiabilidade bancária em 2026 • Receita Federal anuncia isenção de obrigatoriedade de emissão de nota fiscal eletrônica para MEIs a partir de 2027 • Bolsas da Ásia apresentam alta moderada, enquanto petróleo e preocupações com inteligência artificial limitam avanços • BYD inicia processo de ampliação da produção no Brasil e mira dobrar capacidade até 2027 • Preços do petróleo atingem maior nível em cinco meses impulsionados por tensões no Oriente Médio • Volvo anuncia corte de 2.500 empregos após prejuízo operacional no terceiro trimestre •

Medida de Trump leva fornecedores da Shein a interromper atividades na China

A partir de 2 de maio, remessas internacionais com valor de até US$ 800 deixarão de ser isentas de impostos de importação nos Estados Unidos. A decisão, anunciada pelo presidente Donald Trump, já está resultando no fechamento de fornecedores chineses de moda rápida, especialmente aqueles que atendem a varejista Shein e que operam em um distrito de Guangzhou conhecido como “Vila Shein”. A Shein, assim como a Temu, já anunciou um aumento nos preços dos envios para o território americano.

A política revogada por Trump, chamada de “de minimis”, permitia que os consumidores americanos se interessassem por compras em plataformas digitais como a Shein, devido aos preços acessíveis. Essa mudança impacta diretamente a cadeia produtiva dos fornecedores, que já enfrentavam um cenário de crescimento econômico lento na China, resultando em uma redução nas vendas e pedidos na famosa loja online.

Como resultado, muitos fornecedores já estão encerrando suas operações. As oficinas estão abarrotadas de estoques não vendidos e peças inacabadas. Alguns empresários locais, conforme relatado ao jornal Valor Econômico, começaram a vender os produtos diretamente nas redes sociais. Em resposta à nova realidade, a varejista tem incentivado alguns de seus fornecedores a transferirem a produção para o Vietnã, na tentativa de mitigar os efeitos das tarifas impostas pelo governo americano.

O aumento de preços da Shein está programado para entrar em vigor em 25 de abril. Em comunicado, a empresa sugeriu que os consumidores americanos realizem suas compras antes dessa data para aproveitar os preços atuais. “Estamos fazendo o possível para manter os preços acessíveis e minimizar o impacto sobre você. Nossa equipe está se esforçando para aprimorar sua experiência de compra e continuar fiel à nossa missão: tornar a moda acessível a todos”, afirmou a varejista.

Pequenos negócios, que não têm condições financeiras para se realocar, estão sendo forçados a fechar as portas. As dificuldades se estendem a fabricantes em diversas cidades, como Panyu e Dongguan. Em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China, muitos fornecedores chineses estão buscando fortalecer suas operações na Ásia, oferecendo remessas mais baratas e rápidas para países vizinhos como Japão e Singapura.

Antes mesmo da reeleição de Trump, diversas empresas americanas já estavam se distanciando do mercado chinês. Um exemplo é uma fábrica em Dongguan, que perdeu quatro clientes norte-americanos no final de 2024, resultando em um prejuízo anual de US$ 150 mil. No último ano, as exportações foram responsáveis por 80% do faturamento da empresa, que totalizou US$ 3,4 milhões.

Os consumidores americanos, que importam cerca de 98% de suas roupas e 99% de seus calçados, têm a China como principal fornecedor de vestuário, representando aproximadamente 30% desse mercado. Desde 2020, plataformas como a Shein têm conquistado popularidade entre os consumidores dos EUA, ao lado do TikTokShop e da Temu, devido aos preços mais acessíveis do que os varejistas locais.

Para se antecipar às tarifas, várias empresas chinesas aumentaram suas remessas para os Estados Unidos, o que levou a um crescimento de mais de 9% nas exportações em março deste ano em comparação com 2024. Com uma tarifa anunciada de pelo menos 145% sobre as importações da China, espera-se que as vendas para os EUA diminuam, enquanto os fornecedores buscam novos mercados na Europa e na Ásia, com preços mais competitivos.

Em resposta às tarifas, conforme reportado pelo site Hypebeast, os consumidores americanos têm buscado plataformas de comércio eletrônico que operam no formato de atacado, como Alibaba, DHgate e Taobao. Desde 17 de abril, essas plataformas alcançaram a segunda e quinta posição na AppStore dos EUA, respectivamente.

Na sequência, confira a cronologia das recentes mudanças nas tarifas de Trump em relação à China:
Donald Trump anunciou tarifas que seriam aplicadas a produtos de outros países.
No início deste mês, entre os 75 países cujos produtos importados sofrerão tarifas nos EUA, a China representa 34% (sem contar os 20% já cobrados, que se somariam ao valor final).
Apesar de uma trégua de 90 dias, Trump aumentou a cobrança em 50% devido à resposta da China, que retaliou cobrando 34% sobre produtos americanos.
O governo chinês ajustou sua taxa interna para 84%, levando Trump a elevar as tarifas para 125%. Somando aos 20% anteriores, o total chegou a 145%, resultando em uma proibição imediata de filmes americanos na China.
Em 11 de abril, o Ministério das Finanças chinês informou que tarifas sobre produtos americanos variariam de 84% a 125%. Enquanto isso, Trump havia afirmado que, caso não houvesse acordo comercial, as taxas anunciadas para importações manter-se-iam inalteradas.
Em um comunicado divulgado pela Casa Branca em 15 de abril, as tarifas impostas à China foram elevadas para 245% no total.

Já conferiu todas as notícias e reportagens da coluna hoje? Clique aqui. E não se esqueça de dar uma olhada nas nossas postagens no Instagram.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade