No Terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, uma bagagem de um passageiro proveniente da China chamou a atenção ao liberar um cheiro insuportável, revelando um conteúdo incomum. Neste sábado (19/04), a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) confiscou todos os itens, alertando para os riscos de doenças exóticas, desequilíbrio ecológico, além da presença de bactérias e parasitas.
O odor era tão intenso que os outros passageiros que cruzavam o caminho do homem com as caixas de isopor tampavam o nariz. A inspeção realizada pela Vigiagro identificou a origem do problema: 57 quilos de frutos do mar transportados inadequadamente, entre eles, 21 caranguejos vivos, peixes, mariscos e lulas.
“Esse passageiro chegou da China com várias caixas de isopor e, à medida que se aproximava, todos ao redor tapavam o nariz devido ao forte cheiro. Ao chegarmos à nossa bancada, constatamos que havia pescado em estado avançado de degradação. Além disso, uma das caixas apresentava furos, de onde se ouviam barulhos; ao abrirmos, encontramos 21 caranguejos vivos. Ele trouxe esses itens com a intenção de comercializá-los”, explicou a equipe de fiscalização.
O órgão também detalhou: “Dos 57 quilos confiscados, estavam incluídos 21 caranguejos, peixes, lagostins, mariscos e lulas. Todos esses itens foram apreendidos. Há um risco sanitário significativo, que inclui a possibilidade de doenças exóticas, como o vírus da Síndrome da Mancha Branca e a doença da Cabeça Amarela, entre outras.”
“Além disso, existe o risco de contaminação bacteriana e parasitária, como a presença de salmonela e listeria. A degradação física e química se deve ao transporte sem refrigeração e em embalagens inadequadas. Por último, há preocupações ambientais, como a possibilidade de fuga dos animais vivos ou seu descarte pelo próprio passageiro, o que poderia causar um impacto ecológico negativo”, acrescentou. Os caranguejos foram enviados para um freezer, onde passarão por eutanásia, enquanto os demais animais serão incinerados.