A informação que tem circulado nas redes sociais, atribuindo ao Papa Francisco a afirmação de que os fiéis podem “comer o que quiserem na Semana Santa” porque “o sacrifício está no coração, não no estômago”, é infundada e equivocada. Trata-se de uma clara desinformação. O líder da Igreja Católica não incentivou os praticantes a ignorarem as tradições alimentares durante esse período de reflexão espiritual. Em uma declaração feita em março de 2021, ele enfatizou que essa data deve ser marcada por penitência, jejum e oração.
Em fevereiro de 2015, o Papa Francisco comentou que o jejum deve ser “do coração”, englobando ações positivas, e não apenas a abstinência de carne. A Agência Católica de Informação (ACI), uma organização educacional sem fins lucrativos vinculada à Igreja, desmentiu essa fake news em fevereiro de 2024, afirmando: “Em nenhum de seus pronunciamentos, o Papa sugeriu que os fiéis substituíssem o jejum e a abstinência, que devem ser observados na Sexta-Feira Santa, por outras práticas de penitência”.
Desde 2018, esse boato persistente continua a circular nas redes sociais, especialmente em períodos de Semana Santa e Quaresma, provocando debates entre aqueles que respeitam a tradição de não consumir carne durante esse tempo de reflexão e caridade, que antecede a Páscoa. A tradição católica, que remonta ao século IV, considera a Sexta-Feira Santa um dia de reverência pela morte de Jesus Cristo, um momento para recordar sua crucificação.
Recentemente, em sua conta oficial no Instagram, o Papa Francisco compartilhou uma reflexão: “Todos os anos, gosto de relembrar o que Jesus fez na Quinta-feira Santa, o lava-pés, na prisão. Este ano não posso realizá-lo, mas desejo estar próximo de vocês. Oro por vocês e por suas famílias”. Apesar de estar em recuperação, o Papa mantém um espírito otimista e continua a compartilhar vídeos em seu perfil, agradecendo o apoio dos seguidores, pouco tempo após deixar o hospital.