A célebre frase da série Sex and The City, “Não é apenas uma bolsa, é uma Birkin”, ilustra perfeitamente a percepção das bolsas de luxo no mercado, que vão além de simples acessórios e se tornam símbolos de status. Mas, será que a diferença entre elas é tão significativa? Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um aumento de 145% nas tarifas de produtos importados da China, diversos fabricantes chineses começaram a revelar os bastidores da produção de bolsas de luxo como uma forma de “resposta”.
Um empresário conhecido como Sen Bags compartilhou em vídeos no TikTok detalhes sobre o funcionamento da exploração por parte de marcas europeias e americanas. Ele explicou que grifes como a Hermès, que cobram cerca de US$ 40 mil por uma bolsa, adquirem os produtos por aproximadamente US$ 1.400 diretamente das fábricas chinesas. A única diferença que justifica o preço elevado é a adição de uma logo e a etiqueta “Made in Italy” ou “Made in France”.
“Se você não se importa com a marca e busca apenas a mesma qualidade e material, pode comprar diretamente conosco. Utilizamos exatamente o mesmo couro e ferragens”, enfatizou o empreendedor.
Ele também comentou sobre as movimentações das marcas de luxo, sugerindo que, com a recusa dos EUA e de seus “aliados” europeus em aceitar produtos chineses, essas empresas estão tentando transferir sua produção para fora da China. No entanto, segundo ele, essa mudança tem falhado, pois as fábricas fora da China não conseguem manter o mesmo padrão de qualidade e artesanato.
Embora essas informações não tenham sido verificadas pelas marcas mencionadas, fica a pergunta: será que todas as bolsas que têm preços exorbitantes são realmente fabricadas de forma artesanal na França ou na Itália?
Recentemente, Trump anunciou tarifas que afetarão produtos de vários países, com a China sendo alvo de 34% adicionais, além dos 20% já em vigor. Após uma breve trégua de 90 dias, Trump aumentou a cobrança em mais 50% como resposta a medidas similares da China, que igualou sua tarifa interna a 84%. Isso motivou o presidente americano a elevar ainda mais as tarifas para 125%, somadas aos 20% anteriores, resultando em um total de 145% sobre os produtos chineses.
Em resposta, a China proibiu a entrada de filmes americanos em seu território. Nesta sexta-feira (11/4), o Ministério das Finanças chinês anunciou tarifas que variam de 84% a 125% sobre produtos americanos. Enquanto isso, Trump também revogou uma diretriz que limitava o fluxo de água em torneiras e chuveiros, alegando que adora desfrutar de banhos longos para cuidar de seu cabelo.
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