Embora hoje seja uma das artistas mais reconhecidas globalmente, Billie Eilish nem sempre se sentiu confortável com sua identidade. Em uma entrevista divulgada na última segunda-feira (14/4) pela British Vogue, a jovem cantora de 23 anos revelou que, durante sua infância, chegou a desejar mudar de nome. “Quando era criança, eu realmente odiava meu nome”, compartilhou.
Essa declaração foi feita em resposta a uma pergunta de Idris Elba, durante um quadro especial onde celebridades entrevistam outras personalidades. Segundo Billie, sua insatisfação estava ligada à ideia de que seu nome tinha conotações masculinas. “Eu achava que Billie era um nome de menino. Ouvi isso o tempo todo. Tudo o que eu queria era ter um nome como Violeta ou Lavanda, algo bem feminino e delicado.”
Hoje, com uma carreira que inclui nove Grammys, dois Oscars e dois Globos de Ouro, Eilish vê seu nome como uma parte fundamental de sua identidade artística. “Atualmente, não há outro nome que eu poderia ter. Billie é exatamente quem eu sou”, declarou. O nome foi escolhido em homenagem ao seu avô, William, e sua primeira referência feminina com esse nome foi a atriz Billie Piper, da série Doctor Who.
A entrevista também tocou em outros aspectos da vida pessoal da cantora. Nicki Minaj, uma das entrevistadoras convidadas, elogiou a beleza de Eilish e perguntou se ela já desejou ser ouvida sem ser vista. A pergunta a tocou profundamente. “Nicki, isso quase me fez chorar”, respondeu. “Nunca me senti bonita. Tive que me convencer disso ao longo do tempo. Ser mulher é um desafio.”
Além disso, a cantora discutiu sua relação com o corpo ao responder uma questão sobre veganismo feita por Stella McCartney. Eilish explicou que sua decisão de se tornar vegana foi resultado de um longo processo de amadurecimento. “Demorou anos para eu adotar o veganismo da minha família. No início, tudo girava em torno do meu corpo. Eu não gostava dele e achava que ia emagrecer. Depois, compreendi os reais impactos da indústria de laticínios e da agricultura animal. É horrível e as pessoas fingem que isso é normal.”