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Mudanças sazonais e seus impactos na saúde infantil, esclarece especialista

O outono é uma estação que se caracteriza pela queda das temperaturas, aumento dos ventos secos e redução da umidade do ar. Essas condições climáticas podem favorecer o surgimento de doenças respiratórias e alérgicas, especialmente em crianças, cujos sistemas imunológicos são mais vulneráveis. Durante essa transição entre o calor do verão e o frio do inverno, é fundamental redobrar a vigilância em relação à saúde dos pequenos.

Para entender melhor os riscos associados a essa mudança de estação e as precauções necessárias, conversamos com o pediatra Gabriel Farias, do Hospital Icaraí. Ele alerta que a baixa umidade é uma das principais preocupações não apenas para as crianças, mas também para idosos e pessoas com condições respiratórias, como asma, pneumonia e bronquite. O clima seco pode ressecar as vias aéreas, prejudicando a filtragem do ar e resultando em irritações no nariz, garganta e pulmões.

“O uso de umidificadores em casa, além de manter janelas e portas abertas para garantir a circulação do ar, é altamente recomendado. A limpeza do ambiente também é crucial para eliminar ácaros, fungos e bactérias, que se proliferam mais facilmente e são responsáveis por alergias e outros problemas respiratórios”, enfatiza o pediatra.

Além disso, a pele e os olhos das crianças tendem a ficar mais ressecados nesse período, o que pode levar a quadros de desidratação, uma vez que o corpo perde mais água por meio da respiração e transpiração. É essencial, portanto, garantir uma boa hidratação. “Medidas simples, como uma alimentação equilibrada, ingestão adequada de líquidos e a escolha de ambientes arejados e limpos, podem ajudar a prevenir diversas doenças associadas ao clima seco do outono”, ressalta Gabriel.

Ele observa que o risco é ainda maior para bebês de zero a 6 meses, e recomenda que os responsáveis fiquem especialmente atentos a sintomas mais graves, como falta de ar, febre e dores intensas. O médico também destaca a importância de manter o calendário de vacinas em dia, incluindo a vacina contra a gripe, que é recomendada para crianças entre 6 meses e 6 anos. É importante que os familiares que têm contato frequente com as crianças também cuidem de sua própria vacinação, a fim de minimizar o risco de transmissão de doenças.

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