As empresas estatais brasileiras alcançaram um superávit de aproximadamente R$ 1,987 bilhão no mês de agosto, representando o melhor resultado para o mês desde 2006, quando o setor apresentou um superávit de R$ 2,4 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Banco Central, por meio do relatório de “Estatísticas Fiscais”, que analisa o desempenho financeiro de empresas federais, estaduais e municipais, demonstrando uma melhora significativa na saúde financeira das estatais federais.
O resultado de agosto marca também o primeiro superávit registrado pelas estatais federais em 2026, sendo que o último saldo positivo havia sido observado em dezembro do ano anterior, quando as empresas federais apresentaram um superávit de R$ 1,16 bilhão. Além disso, esse foi o maior superávit mensal para o setor desde o início da série histórica do Banco Central, que acompanha esses indicadores.
Apesar do desempenho positivo das estatais federais, o setor público consolidado — que inclui União, Estados, municípios e estatais — apresentou um déficit de R$ 10 bilhões em agosto. Este resultado evidencia que, embora as empresas federais tenham registrado um bom desempenho, o conjunto do setor público ainda enfrenta dificuldades fiscais, refletidas na necessidade de ajustes na gestão fiscal de diferentes níveis de governo.
Outro dado relevante do relatório do Banco Central refere-se à Dívida Bruta do Governo Geral, que compreende o conjunto de débitos do Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais. Em agosto, essa dívida atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a aproximadamente R$ 11,1 trilhões, indicando uma manutenção do nível elevado de endividamento do setor público brasileiro.
A melhora nos resultados das estatais federais em agosto é vista como um sinal positivo para a economia do país, especialmente em um contexto de desafios fiscais e econômicos. No entanto, a manutenção de déficits em outros segmentos do setor público reforça a necessidade de políticas fiscais mais eficazes para equilibrar as contas públicas brasileiras e reduzir o peso da dívida em relação ao PIB.