O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, anunciou nesta quarta-feira (19) que o governo brasileiro espera alcançar um superávit de aproximadamente US$ 90 bilhões na balança comercial em 2026. A previsão reforça a trajetória de crescimento das exportações do país, mesmo diante de desafios como tarifas impostas pelos Estados Unidos, e evidencia uma estratégia de diversificação de mercados internacionais.
Durante sua participação no painel de encerramento da 5ª edição do Fórum Saúde, promovido pela farmacêutica EMS em parceria com o think tank Esfera Brasil, em Brasília, Elias Rosa destacou que o Brasil vem conseguindo ampliar sua presença comercial global de forma consistente. Ele ressaltou que o país tem superado suas próprias marcas históricas na balança comercial, atingindo recordes consecutivos nos últimos anos. Segundo o ministro, o primeiro ano dessa sequência de recordes foi 2021, com um superávit de US$ 98 bilhões. No ano seguinte, 2022, o saldo caiu para US$ 60 bilhões, devido a fatores econômicos e comerciais adversos, mas, em 2023, o país voltou a registrar um superávit de cerca de US$ 90 bilhões, valor que deve se manter em 2024 e 2025, consolidando uma tendência de crescimento.
Elias Rosa também abordou a questão das tarifas norte-americanas, que impactaram as exportações brasileiras para os Estados Unidos. Apesar de perdas nesse mercado específico, ele destacou que o Brasil conseguiu compensar essa redução ao expandir suas vendas para outros países. Segundo o ministro, o comércio exterior brasileiro cresceu aproximadamente 10,5% em relação ao ano anterior, atingindo 57 países diferentes. Essa ampliação de mercados foi fundamental para equilibrar os efeitos negativos das tarifas e manter o saldo positivo na balança comercial.
O ministro reforçou ainda a importância de setores estratégicos, como as indústrias de saúde e defesa, que têm recebido atenção especial do governo devido ao seu potencial de impulsionar o crescimento econômico e a inovação tecnológica. A diversificação de destinos das exportações e o fortalecimento de setores considerados estratégicos são componentes essenciais da política comercial do Brasil, visando ampliar sua presença global e garantir estabilidade econômica.
Ao contextualizar os números e estratégias, Elias Rosa evidencia uma visão de médio a longo prazo para a economia brasileira, na qual a expansão das exportações e a diversificação de mercados desempenham papel central. A expectativa de alcançar um superávit de US$ 90 bilhões em 2026 reforça a confiança do governo na capacidade do país de consolidar sua recuperação econômica, mesmo diante de obstáculos temporários, como as tarifas comerciais norte-americanas.