Embora pareça simples, a missão Artemis II até a Lua não segue uma trajetória linear. Com duração estimada de 10 dias, a viagem começa na Flórida e envolve uma volta quase completa ao redor da Terra antes de avançar para o espaço profundo. Após a decolagem, a cápsula Orion, ainda conectada ao foguete, enfrenta a gravidade terrestre até ser desacoplada e iniciar sua jornada solo.
Na noite de 3 de abril, a nave executou a manobra de injeção translunar, ligando os motores para corrigir a trajetória e sair da órbita terrestre. Com a Lua como destino, a missão passa por um momento crucial: ao se aproximar, a Orion fará um sobrevoo pelo satélite antes de contorná-lo por trás, testando a nave e os equipamentos em uma região fora da influência gravitacional da Terra. Durante essa fase, a Artemis II ficará sem comunicação com a NASA por um período.
Na volta, a nave utilizará a gravidade lunar para auxiliar na trajetória de retorno, realizando uma correção de rota com os motores. Quando estiver próxima da Terra, o módulo com os astronautas se desprenderá do módulo de serviço, garantindo uma entrada segura na atmosfera. O desfecho da missão culmina na abertura dos paraquedas e no pouso no mar, onde a cápsula será recuperada pela equipe da NASA.
Este emocionante capítulo da exploração espacial é um testemunho das inovações e desafios do programa Artemis, que visa levar humanos de volta à Lua e além. Para mais atualizações sobre ciência e saúde, inscreva-se no canal do Metrópoles no WhatsApp.