Em 2019, o litoral nordestino enfrentou um dos maiores desastres ambientais do Brasil, com vazamentos de óleo que ainda deixam marcas nas águas em 2021. Tais eventos não só comprometem o ecossistema marinho, mas também afetam a economia local e a cadeia alimentar. Como resposta a essa situação, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) propuseram uma abordagem inovadora: utilizar o Instagram como ferramenta de monitoramento.
Ao analisar postagens relacionadas a incidentes de óleo por meio de hashtags específicas, os cientistas identificaram registros significativos do desastre em diversas localidades. Este método, que envolve a filtragem de informações públicas e georreferenciamento, marca um avanço na vigilância ambiental e já registrou 312 ocorrências entre 2019 e 2020, além de 162 entre 2022 e 2023.
O estudo, publicado na revista Ocean and Coastal Research, destaca a importância da colaboração da comunidade na identificação de novos vazamentos, promovendo um sistema de vigilância participativa. Além disso, os pesquisadores estão explorando o uso de inteligência artificial para aprimorar essa monitorização, visando uma proteção mais eficaz do ecossistema marinho. Essa iniciativa demonstra como a tecnologia e as redes sociais podem se unir em prol da preservação ambiental.