Uma equipe de pesquisadores brasileiros fez uma descoberta inesperada ao examinar uma aranha no Instituto Butantan, localizado em São Paulo. Durante a análise, os cientistas notaram um parasita inédito que estava presente ao redor do corpo do aracnídeo.
Este parasita é uma nova variedade de ácaro que se alimenta de aranhas, sendo um parente do primeiro ácaro típico do Brasil, que foi descrito em 1979. A nova pesquisa, publicada em outubro no International Journal of Acarology, classifica essa espécie como o segundo ácaro identificado no país.
Batizada de Araneothrombium brasiliensis, a nova espécie levou os cientistas do Butantan a investigar outras aranhas em sua coleção, resultando na identificação de larvas do mesmo ácaro parasitando aracnídeos de três famílias distintas: Araneidae, Salticidae e Sparassidae.
Esses pequenos organismos têm cerca de meio milímetro de comprimento, o que é relativamente grande para as aranhas que infestam, que normalmente não ultrapassam dez vezes esse tamanho. Eles se fixam em uma área entre o corpo e as patas dos artrópodes, onde se alimentam dos fluidos corporais.
“O local onde se instalam é a parte mais vulnerável da aranha, uma vez que outras áreas do corpo possuem quitina, que forma um exoesqueleto resistente à penetração das presas dos ácaros”, explica o pesquisador. O fato de esses ácaros preferirem parasitar artrópodes jovens sugere um comportamento oportunista, aproveitando-se de indivíduos mais fracos.
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