Com o início de 2026, o céu já promete uma série fascinante de fenômenos lunares para aqueles que apreciam a observação astronômica. Dentre os eventos mais marcantes estão as superluas, quando a Lua se apresenta maior e mais luminosa, além de eclipses solares e lunares e aproximações da Lua com planetas visíveis a olho nu. Um dos atrativos desses fenômenos celestes é que, na maioria das vezes, podem ser admirados sem a necessidade de equipamentos avançados, embora binóculos e telescópios possam enriquecer a experiência. Portanto, anote as datas mais relevantes deste ano para explorar mais sobre nosso satélite natural.
A primeira grande atração acontece no início de janeiro. No dia 3, ao entardecer, a Lua Cheia do Lobo marca a abertura da temporada de superluas em 2026. Este fenômeno ocorre quando a Lua atinge a fase cheia em sua órbita mais próxima da Terra, apresentando um aumento de 14% a 30% em tamanho e brilho. Essa Lua não só conclui uma sequência que começou no final de 2025, como também inicia um trio de superluas programadas para 2026. Mesmo sem instrumentos, observadores atentos podem notar a diferença visual.
Fevereiro traz um evento raro, embora restrito a áreas específicas. No dia 17, um eclipse solar anular do tipo “anel de fogo” poderá ser observado, quando a Lua encobre a maior parte do Sol, deixando apenas os contornos da estrela visíveis. A observação direta será limitada a estações de pesquisa na Antártida e em algumas regiões do sul da África e da Argentina.
No dia seguinte ao eclipse, outro espetáculo se destaca após o pôr do sol. Em 18 de fevereiro, uma Lua crescente finíssima aparecerá próxima a Mercúrio. Com apenas 2% de iluminação, a Lua se alinhará com Vênus, enquanto Saturno estará visível acima. Este tipo de conjunção, envolvendo três planetas, é raro e requer um céu limpo e um horizonte desobstruído para uma visualização adequada.
Março é um mês repleto de eventos esperados. Entre os dias 2 e 3, ocorre um eclipse lunar total, conhecido como Lua de Sangue. Por cinquenta e oito minutos, a Lua Cheia percorrerá a sombra da Terra, assumindo uma coloração vermelho alaranjada. Esse fenômeno não terá outra ocorrência até 2029 e será mais visível nas regiões ocidentais da América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Ásia Oriental e áreas do Pacífico.
Ainda em março, no dia 20, haverá uma conjunção entre a Lua crescente e Vênus logo após o pôr do sol. Aproximadamente quarenta e cinco minutos após o ocaso, a Lua aparecerá quase sobreposta ao planeta, e o uso de binóculos facilitará a identificação de ambos, dada a baixa iluminação.
Abril traz um espetáculo celestial. No dia 19, cerca de uma hora após o pôr do sol, a Lua crescente se aproximará das Plêiades, um aglomerado estelar conhecido como Sete Irmãs. Vênus estará logo abaixo, enquanto as estrelas de Órion começam a se pôr, criando um conjunto brilhante no horizonte.
Embora o Brasil não possa observar, a Lua realizará um grande evento em 12 de agosto, quando um eclipse solar total ocorrerá, bloqueando completamente o Sol por até dois minutos e dezoito segundos. No entanto, o fenômeno será visível em sua totalidade apenas no leste da Groenlândia, enquanto no Hemisfério Norte será observado de forma parcial, especialmente na Europa.
Logo após, entre os dias 27 e 28 de agosto, um eclipse lunar parcial, que conferirá uma tonalidade avermelhada à Lua, poderá ser visto na América do Sul, à medida que a sombra da Terra se desloca lentamente pela superfície lunar.
Outubro traz um encontro especial. No dia 6, antes do nascer do sol, a Lua crescente surgirá muito próxima de Júpiter, com apenas dez segundos de arco separando os dois corpos celestes, uma distância raramente vista que ocorre apenas uma vez por década.
O calendário lunar de 2026 encerra com um evento marcante em dezembro. No dia 23, ao entardecer, teremos a superlua mais próxima da Terra desde 2019. Embora o ano registre três superluas, esta se destaca, pois a Lua Cheia estará a apenas 356.740 quilômetros de distância, a mais próxima nos últimos oito anos. Contudo, as previsões para 2028 e 2029 indicam que haverá aproximações ainda mais impressionantes.
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