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Pesquisadores detectam estrela que pode ter experimentado duas explosões consecutivas

WLADIMIR BULGAR / GETTY IMAGES

No final do ciclo de vida de uma estrela, é comum que ela passe por uma única explosão, conhecida como supernova, que libera uma vasta quantidade de energia e dispersa elementos químicos pelo espaço. Após esse evento, a estrela deixa de existir em sua forma original. No entanto, um estudo recente, publicado pela Sociedade Astronômica Americana em 15 de dezembro na revista The Astrophysical Journal Letters, sugere a ocorrência de um fenômeno inédito: uma estrela que pode ter explodido duas vezes de maneira consecutiva.

Esse fenômeno potencial foi identificado por meio de um evento denominado AT2025ulz, que se localiza a aproximadamente 1,3 bilhão de anos-luz da Terra. O que intrigou os cientistas foi o comportamento incomum desse brilho celestial, que não se alinhou ao padrão típico das explosões estelares conhecidas.

O início das observações se deu quando detectores de ondas gravitacionais — pequenas oscilações no espaço-tempo provocadas por eventos extremos — captaram um sinal surpreendente. Geralmente, esses sinais são gerados pela colisão de objetos extremamente densos, como estrelas de nêutrons. Pouco depois, telescópios voltados para a mesma área do céu registraram um intenso brilho.

Inicialmente, essa luminosidade se assemelhava à de uma kilonova, que ocorre quando duas estrelas de nêutrons se fundem. As kilonovas são significativas porque são responsáveis pela criação de elementos pesados, como ouro e platina. A luz observada apresentava um tom avermelhado que foi gradualmente diminuindo, conforme os modelos preveem para esse tipo de fenômeno.

No entanto, dias depois, algo inesperado aconteceu. Em vez de continuar a se apagar, o objeto voltou a brilhar intensamente. Além disso, sua coloração mudou para um tom mais azul e começou a exibir sinais químicos característicos de uma supernova, incluindo a presença de hidrogênio.

Esse comportamento é atípico, pois normalmente, kilonovas e supernovas são eventos distintos, com origens diferentes. A detecção de evidências claras de ambos os fenômenos no mesmo objeto, em sequência, levou os pesquisadores a considerar uma hipótese audaciosa: que o AT2025ulz poderia ser uma forma rara e extrema de explosão dupla.

Os cientistas batizaram esse possível fenômeno de superkilonova. A teoria sugere que uma estrela de grande massa, ao colapsar, pode não ter explodido totalmente desde o início. Em vez disso, ela poderia ter se fragmentado, formando duas estrelas de nêutrons muito leves, que colidiram logo em seguida.

Nesse cenário, a estrela teria passado por duas fases violentas: primeiro, uma explosão semelhante a uma supernova e, em seguida, uma kilonova resultante da fusão dessas estrelas de nêutrons. Essa explicação ajudaria a entender por que o brilho observado variou tanto ao longo do tempo e demonstrou características de dois tipos diferentes de explosões.

Os autores do estudo ressaltam que essa é, por enquanto, a melhor explicação disponível, mas não uma certeza absoluta. É possível que o evento tenha sido uma supernova extremamente rara ou até mesmo uma coincidência de fenômenos ocorrendo simultaneamente.

Um dos fatores que reforçam a hipótese da explosão dupla é a massa incomumente baixa estimada para pelo menos um dos corpos envolvidos no sinal gravitacional — inferior ao esperado para estrelas de nêutrons típicas. Isso sugere que o processo de formação desses objetos pode ter sido distinto do habitual.

Se confirmada, a superkilonova representaria um novo tipo de explosão estelar, levando os cientistas a revisarem os modelos sobre a morte de estrelas massivas e a formação de elementos pesados no universo. Além disso, esse caso ilustra a eficácia da astronomia multimensageira, que combina dados de ondas gravitacionais e luz para compreender eventos extremos no cosmos.

Atualmente, o AT2025ulz se destaca como um dos eventos mais fascinantes já registrados, reforçando a ideia de que, mesmo após décadas de pesquisa, o universo ainda é capaz de surpreender — inclusive com uma estrela que parece ter desafiado a lógica ao optar por não explodir apenas uma vez.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade