O deputado federal Lindbergh Farias (PT – RJ) reagiu, nesta quarta-feira (29/4), à rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) com críticas ao Congresso e à atuação de setores que, segundo ele, estariam articulados para se proteger.
Para o deputado, a rejeição de Messias — considerada inédita em mais de um século — não se explica apenas por divergências políticas ou técnicas. “Não tenho dúvida de que esse é o roteiro de tudo o que aconteceu hoje. O Senado tem que se explicar, porque é muito estranho o que aconteceu”, disse.
Ele ainda defendeu o nome do advogado-geral da União, classificando-o como o mais preparado para a vaga.
Deputado Lindbergh Farias
O AGU Jorge Messias
Lindbergh aciona STF após ser acusado de cheirar cocaína no Congresso
Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado
Na declaração após a derrota do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Lindbergh afirmou que há um movimento coordenado entre diferentes grupos de poder.
“Nesse momento, o sistema se junta para tentar construir uma saída para a crise, para proteger a cabeça de muita gente”, disse.
Ele mencionou episódios recentes e investigações como fatores que, na avaliação dele, teriam gerado reação dentro do meio político e econômico, e citou ainda operações que atingiram integrantes do sistema financeiro e da política, criando um ambiente de tensão. “Isso criou medo aqui”, declarou.
Lindbergh também resgatou embates anteriores entre governo e Congresso, incluindo discussões sobre propostas que classificou como tentativas de “blindagem”.
Segundo ele, iniciativas desse tipo teriam sido barradas por pressão social. “Nós rejeitamos nas ruas, no movimento social. Depois, tiveram que recuar no Senado”, afirmou.
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Lindbergh reage à derrota de Messias: “Não havia nome mais capaz”