O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a prisão de Deivis Marcon Antunes, que ocupou a presidência da Rioprevidência, sendo investigado por possíveis práticas de gestão inadequada, desvio de verbas públicas e corrupção em relação a investimentos no Banco Master. A questão chegou ao STJ após a defesa de Antunes solicitar a revogação da prisão preventiva, e a decisão foi proferida na última sexta-feira (13/3).
Antunes foi detido no dia 3 de fevereiro por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Um pedido de habeas corpus foi apresentado ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), mas foi rejeitado pela 1ª Turma Especializada, que decidiu manter a prisão cautelar.
As investigações em curso analisam possíveis irregularidades nas aplicações da Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master, que ocorreram entre novembro de 2023 e julho de 2024, totalizando cerca de R$ 970 milhões. Há indícios de falhas no processo de decisão, além de alegações de obstrução das investigações. As apurações se concentram em nove investimentos realizados entre 2023 e 2024, que, segundo a Polícia Federal, comprometeram os fundos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões para aproximadamente 235 mil servidores públicos estaduais.
A decisão unilateral seguiu a linha de entendimento das instâncias inferiores, que consideraram a detenção necessária para a continuidade do processo criminal. As investigações indicam que o ex-presidente pode ter tentado interferir nas investigações da Polícia Federal durante a “Operação Barco de Papel”.
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