Em um ano marcado por eleições, a elevação nos preços dos combustíveis se transforma em um instrumento utilizado pelos opositores do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A questão ganhou destaque recentemente com a menção de uma possível greve entre os caminhoneiros.
Políticos da oposição têm intensificado suas declarações, especialmente nas redes sociais, ligando a paralisação ao atual governo. O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), um dos líderes da categoria no Congresso, apontou que a decisão dos caminhoneiros é uma resposta à administração de Lula.
“O Brasil não precisa passar por uma greve, mas infelizmente, isso pode acontecer. O país não suporta mais essa situação, e por conta da falta de responsabilidade, teremos que enfrentar essa paralisação. Amanhã, quinta-feira, as estradas podem estar completamente paradas. Os caminhoneiros estão se manifestando para dizer basta à impunidade que enfrentamos”, declarou ele em um vídeo em sua conta no Instagram.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) também expressou sua opinião: “Ninguém aguenta mais este desgoverno. Em algumas regiões, o preço da gasolina já ultrapassa os R$ 9 por litro; essa é a realidade sob o governo Lula”, escreveu em suas redes sociais.
Outro membro da Câmara, a deputada Caroline de Toni (PL-SC), comentou: “É inegável que a greve dos caminhoneiros é um reflexo direto da incompetência e da irresponsabilidade do governo Lula”, afirmou em um post na rede social X.
De acordo com os caminhoneiros, a paralisação, que pode evoluir para uma greve, é uma resposta ao aumento no custo do diesel, que eles atribuem à gestão de Lula. O movimento conta com o apoio de organizações como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que já manifestou apoio e exigiu ações do governo federal para conter o que considera aumentos abusivos.
A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam) também se pronunciaram a favor da mobilização.
O recente aumento de 18,86% no preço do diesel, que ocorreu desde o final de fevereiro e é influenciado pelos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã no mercado global de petróleo, levou caminhoneiros e entidades do setor a considerarem uma nova paralisação nacional, cuja data ainda não foi definida.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou nesta quarta-feira (18/3) que o governo planeja implementar medidas para aumentar a fiscalização do cumprimento da tabela de piso mínimo do frete, como uma estratégia para tentar evitar a greve. Além disso, o governo também está se preparando para responsabilizar os infratores recorrentes.