Nesta quarta-feira (18/3), o empresário Nelson Tanure se pronunciou sobre as afirmações feitas por Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital, durante sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Durante o depoimento, Timerman alegou que Tanure era o “líder” do Banco Master e descreveu Daniel Vorcaro como um “pau-mandado”. “O senhor Nelson Tanure é uma das figuras centrais, provavelmente a mais proeminente na hierarquia […] Minha impressão é que [Vorcaro] realmente não estava ciente do que ocorria. Ele foi colocado como a face [do banco], encarregado de estabelecer conexões políticas”, afirmou.
Em resposta, a defesa de Tanure destacou que “o autor das alegações dirigidas ao Senado Federal nesta quarta-feira (18/03/2026) possui diversas condenações no Judiciário”. O comunicado enfatiza que Timerman já foi condenado por perseguição, tendo Tanure como vítima. Além disso, menciona que Timerman acumula outras condenações, incluindo uma por difamação contra o gestor Daniel Alberini e outra que o obrigou a pagar indenização por veicular informações falsas sobre o gestor Renoir Vieira.
Atualmente, Timerman está sob investigação do Ministério Público (MP) por ameaçar um advogado e o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além de responder a uma ação civil pública onde o MP o acusa de manipulação do mercado de valores mobiliários. A nota afirma que Tanure “possui décadas de experiência no mercado financeiro e nunca foi acusado de qualquer conduta ilícita relacionada às empresas em que é ou foi acionista”.
“O empresário ressalta que nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direta ou indiretamente, do Banco Master, mantendo apenas relações comerciais legítimas com a instituição, assim como faz com diversas outras instituições financeiras. Nelson Tanure reafirma sua confiança nas instituições e no esclarecimento dos fatos nas investigações em andamento”, conclui o comunicado da assessoria de Tanure.