Na última segunda-feira (23/2), a cientista Tatiana Sampaio se manifestou em resposta a críticas que questionam os resultados obtidos com a polilaminina, uma molécula que, conforme estudos realizados na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), demonstrou potencial para restaurar conexões nervosas e promover a recuperação de paralisias causadas por lesões na medula espinhal. “Os resultados são de natureza técnica, e a divulgação deles pode gerar expectativas infundadas. Estou aberta ao debate sobre o assunto, mas não há como contestar os dados técnicos. Quem afirma que os índices de 75% não são confiáveis, deveria me procurar e apresentar a fundamentação que está utilizando. Estou plenamente convencida de que avaliamos os dados de forma correta”, afirmou Tatiana.
Após três décadas de pesquisa, a especialista relatou que, entre os oito pacientes com lesão medular completa, 75% mostraram algum nível de recuperação funcional. “Os resultados técnicos são inquestionáveis. Conheço a literatura que embasa nosso trabalho e não tenho dúvidas sobre a precisão da nossa avaliação”, explicou a pesquisadora. Tatiana Sampaio alcançou um importante marco em seus estudos, que visa possibilitar a recuperação dos movimentos, total ou parcial, em pessoas com lesões graves na medula. Este avanço é o resultado de 30 anos de dedicação à pesquisa da polilaminina, uma molécula que tem o potencial de restabelecer as conexões nervosas no corpo.