A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) emitiu, nesta sexta-feira (20/2), um comunicado no qual expressa sua atenção em relação à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que aboliu as tarifas globais estabelecidas pelo ex-presidente Donald Trump. A instituição ressaltou que, apesar do entendimento da Corte, ainda existem várias restrições comerciais impostas pelos EUA, resultando em um “cenário de incerteza” para o setor industrial. Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, destacou que a previsibilidade é fundamental para o planejamento e os investimentos na indústria. No comunicado, a Fiemg reafirmou seu compromisso com o diálogo entre nações como forma de resolver disputas comerciais e continuará a defender a competitividade da indústria mineira. A Suprema Corte dos EUA decidiu, nesta sexta-feira (20/2), revogar as tarifas globais, conhecidas como “taxas recíprocas”, que foram instituídas em abril de 2025 como parte da política comercial do republicano. Com um placar de 6 a 3, os ministros analisaram um processo movido por empresas prejudicadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, concluindo que a lei federal de 1977, feita para situações de emergência, não sustenta a maioria das tarifas impostas por Trump a vários países, incluindo o Brasil. A justificativa da Corte destacou que a legislação americana confere ao Executivo a capacidade de “regular” setores e atividades, mas não permite a criação de impostos sem a aprovação do Congresso.
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