Goiânia – A corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vítima de um assassinato premeditado motivado por razões torpes, conforme apurado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO). As imagens recuperadas do celular da vítima indicam que o síndico Cleber Rosa a atacou no subsolo do prédio onde residia, localizado em Caldas Novas, no sul de Goiás.
Ao desembarcar do elevador com o celular em mãos, Daiane encontrou Cleber no subsolo, já usando luvas. As gravações mostram que o veículo dele estava estacionado próximo aos quadros de energia e com a capota levantada. Ele a atacou por trás, e, durante a agressão, conforme a polícia informou, estava encapuzado.
O corpo de Daiane foi descoberto pela Polícia Civil de Goiás em 28 de janeiro, em uma área de vegetação em Caldas Novas. Ela trabalhava como corretora de imóveis e, antes de desaparecer, teve conflitos com o síndico que datavam de 2024, que evoluíram para uma série de denúncias formais.
Após o ataque, ela retornou ao elevador e desceu novamente para o subsolo. Entretanto, a família relatou que não existem gravações dela saindo do prédio ou retornando ao apartamento, o que intensificou o mistério sobre seu desaparecimento.
O caso do sumiço de Daiane Alves Souza começou a ser investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). Durante sua última jornada, a corretora enviou um vídeo a uma amiga, onde mostrava o apartamento sem energia e filmava o caminho até o elevador.
Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava em Caldas Novas há dois anos, onde gerenciava seis apartamentos da família no condomínio. Ela e sua mãe haviam agendado um encontro para 18 de dezembro, dia seguinte ao seu desaparecimento, a fim de discutir as locações dos imóveis para o fim de ano. No entanto, ao chegar, a mãe não encontrou a filha, resultando em um boletim de ocorrência registrado naquela mesma noite.
Familiares de Daiane informaram que a polícia quebrou o sigilo bancário e constatou a ausência de movimentações na conta da corretora após seu desaparecimento. Varreduras na área do prédio foram realizadas, mas não houve mais sinal do celular dela.
O corpo de Daiane foi encontrado 43 dias após o seu sumiço. O síndico confessou o crime e, segundo a investigação, foi ele quem levou os policiais até a área de vegetação onde o corpo da vítima estava abandonado. No local, os agentes encontraram o cadáver em estado avançado de decomposição. Em seu depoimento, Cleber afirmou que matou a corretora após uma discussão intensa no subsolo do prédio, em 17 de dezembro, data em que ela foi vista pela última vez. Ele alegou que agiu sozinho e, após o crime, transportou o corpo em sua picape e deixou o condomínio.