Os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) manifestaram desconfiança de que o colega Dias Toffoli pode ter gravado uma reunião confidencial realizada na Corte na noite da última quinta-feira (12/2). A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo e corroborada pelo Metrópoles.
O encontro, que reuniu os 10 ministros da Corte na sede do Supremo, teve como pauta a condução de Toffoli no caso do Banco Master. Ao término da reunião, os magistrados emitiram um comunicado informando que Toffoli optou por se afastar da relatoria do caso.
As suspeitas sobre uma possível gravação por parte de Toffoli surgiram após a publicação de reportagens que continham detalhes precisos sobre o que foi discutido durante a reunião. O Metrópoles tentou contato com a assessoria de imprensa do ministro Dias Toffoli e do STF, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para qualquer posicionamento futuro.
A reunião que levou à decisão de Toffoli em deixar a relatoria foi marcada por tensões. Durante quase três horas, os 10 ministros debateram as melhores alternativas para o magistrado, especialmente após a Polícia Federal apresentar um relatório que incluía informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, mencionando Toffoli.
O encontro na sala da presidência teve início por volta das 16h40, com Fachin apresentando o documento da PF e discutindo a Arguição de Suspeição nº 244, que investiga o caso. Segundo a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, o clima inicial foi tenso, pois Toffoli relutava em deixar a relatoria. Ele se defendeu afirmando que atuava de forma imparcial e que não tinha relação de amizade com Vorcaro. No entanto, seus colegas insistiram sobre os riscos de desgaste e, após algum tempo, Toffoli concordou que a melhor saída seria solicitar a retirada da arguição de suspeição contra ele.
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