Um homem suspeito de orquestrar a morte do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) em colaboração com o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi capturado nesta quarta-feira (4/2) na cidade de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, Ceará. Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid, foi detido e entregue à Polícia Federal.
Segundo informações da Polícia Militar do Ceará (PMCE), que realizou a prisão, o indivíduo possuía dois mandados de prisão em aberto relacionados a crimes de associação ao tráfico de drogas e homicídio. Ele foi abordado durante uma verificação de rotina e estava portando documentos falsificados.
O suspeito estava acompanhado da esposa, que também apresentou documentação falsa e foi presa junto com ele.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), expressou sua satisfação nas redes sociais pela prisão e pela atuação da polícia local.
El Cid já havia sido alvo de investigações pela Polícia Federal em 2023, sendo identificado como um dos membros do PCC envolvidos em planos de sequestro e execução de figuras políticas. Entre os alvos da facção estavam Sergio Moro, sua esposa Rosangela Moro, e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que faz parte do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) e é o principal responsável pelas investigações contra a facção criminosa no Brasil.
Conforme as investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da PF, os planos do grupo visavam arrecadar fundos e facilitar a fuga de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, chefe do PCC.
Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, o El Cid, possui um extenso histórico criminal, incluindo roubos, tráfico de drogas e tentativas de homicídio contra policiais em São Paulo. Ele foi libertado da prisão em setembro de 2022, em um caso que resultou em uma investigação judicial sobre a “liberação inadequada”.
El Cid também foi implicado em uma explosão de caixa eletrônico em abril de 2014, no Jardim Miriam, zona leste da capital paulista, onde um grupo de cerca de dez homens armados sequestrou um ônibus e usou o veículo para arrombar o estabelecimento, trocando tiros com a polícia.
Adicionalmente, ele foi denunciado pelo MPSP em agosto de 2020 por outra tentativa de homicídio e confronto armado com policiais. Ao determinar sua prisão preventiva, a juíza responsável ressaltou que El Cid é considerado de “alta periculosidade”, possui um extenso histórico criminal e é investigado por envolvimento em organização criminosa.
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