O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comunicou aos líderes dos partidos sua intenção de manter as mesmas legendas nos cargos de comando das comissões temáticas em 2026. Ele observou que o ano será reduzido devido às eleições, ao Carnaval e à Copa do Mundo, momentos em que os deputados costumam voltar para seus estados.
Motta deve oficializar esse entendimento durante a reunião de líderes agendada para esta quarta-feira (28/1). Tradicionalmente, no início de cada ano, os líderes partidários negociam entre si a distribuição das 30 comissões da Casa e, consequentemente, a indicação dos deputados, em um processo que geralmente envolve eleições simbólicas e pode se prolongar por semanas.
A permanência das mesmas siglas nas comissões também facilitaria a aprovação das emendas de comissão. As únicas comissões que ficarão fora desse acordo e serão alvo de disputas entre as legendas são a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Câmara, e a Comissão Mista de Orçamento (CMO), cuja presidência é alternada entre a Câmara e o Senado. Neste ciclo, a liderança da CMO será ocupada por um deputado do PSD.
Quanto à CCJ, Motta pretende respeitar um compromisso firmado durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL), que implementou um sistema de rodízio: o PT ocupou a comissão em 2023, o PL em 2024, o União Brasil em 2025 e o MDB em 2026.
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