Um casal residente em Santa Catarina começou a receber ameaças de morte após ser erroneamente identificado como os pais dos adolescentes envolvidos na morte de Orelha, um cachorro comunitário da Praia Brava, em Florianópolis (SC).
Com a divulgação do caso, as redes sociais da advogada Cynthia Ambrogini e do médico Alberto Ambrogini foram invadidas por internautas que acreditam que eles têm alguma ligação com os jovens acusados de agredir e torturar o animal. O casal relatou ter recebido uma quantidade significativa de mensagens ameaçadoras e decidiu registrar um boletim de ocorrência na polícia. Os advogados que representam os Ambrogini informaram que as ameaças foram feitas por perfis identificáveis, o que facilitará a localização dos responsáveis.
Em 15 de janeiro, pelo menos quatro adolescentes foram apontados como suspeitos de espancar Orelha, que foi encontrado gravemente ferido após ser golpeado na cabeça. O animal foi levado a um hospital veterinário, mas não sobreviveu, sendo submetido à eutanásia devido à gravidade de seus ferimentos.
Organizações e associações locais prestaram homenagens a Orelha, que era conhecido na Praia Brava. A Polícia Civil, em resposta a uma denúncia, realizou uma operação na manhã do dia 26 de janeiro para cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao caso de maus-tratos e à investigação da morte do cachorro.
O incidente ganhou grande visibilidade nas redes sociais, sendo amplamente compartilhado por várias celebridades e instituições que defendem os direitos dos animais. A primeira-dama, Janja Lula, manifestou sua indignação sobre o caso em uma postagem no Instagram. “Nunca compreendi o que leva alguém a maltratar outro ser vivo, especialmente um ser tão indefeso como um cachorro. A brutalidade com que Orelha foi tratado pelos adolescentes em Florianópolis realmente me entristece e revolta”, escreveu ela.
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