Neste domingo (25/1), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) deu início ao último dia da mobilização conhecida como “caminhada pela liberdade”, que começou no interior de Minas Gerais na segunda-feira (19/1) e seguiu rumo a Brasília (DF). O ponto de partida foi o Park Way, localizado a cerca de 20 km do destino final. Os participantes se destacavam com trajes nas cores verde e amarelo, além de bandeiras do Brasil amarradas ao corpo.
Nikolas Ferreira justificou a mobilização citando a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de detenção, além de mencionar a “situação jurídica dos detidos em relação aos eventos de 8 de janeiro”. A caminhada foi anunciada pelo deputado em um vídeo publicado nas redes sociais na semana passada, logo após a divulgação de novas acusações de que o governo estaria monitorando e planejando taxar o Pix, alegações que foram negadas pela Receita Federal e rebatidas pelo presidente em um compromisso público no Rio de Janeiro na última sexta-feira.
A mobilização percorreu mais de 200 km, partindo de Paracatu (MG) até Brasília (DF), e contou com a presença de aliados políticos e apoiadores de Jair Bolsonaro. Essa narrativa reitera a estratégia utilizada no início de 2025, quando declarações semelhantes impactaram a avaliação do governo Lula. Durante o trajeto, apoiadores exibiram camisetas com a frase “Acorda Brasil”, escrita de forma a lembrar batom, em referência a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, que foi presa por seu envolvimento nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
O destino final da caminhada foi a Praça do Cruzeiro, onde a manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos detidos de 8 de janeiro estava programada. A mobilização durou sete dias até a chegada à capital. Em preparação para o evento, a Polícia Civil do Distrito Federal organizou uma escala extraordinária, com delegados e agentes escalados para atuar neste domingo, com um plantão previsto das 13h às 20h, conforme informações da coluna Na Mira.
Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) estabeleceu um “gabinete de crise” para monitorar a manifestação, emitindo um comunicado às autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre um plano para desvio operacional no tráfego. As intervenções no trânsito visavam evitar congestionamentos e garantir passagem para viaturas de emergência. Ambulantes também estavam presentes, vendendo camisetas com mensagens de “Fora Lula”, “Acorda Brasil” e homenagens ao ex-mandatário, assim como ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro. Bandeiras brasileiras, em união com as dos Estados Unidos e Israel, eram comercializadas.
O grupo partiu por volta das 9h40 em direção à Praça do Cruzeiro, onde estava prevista uma manifestação em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos detidos de 8 de janeiro. Ao longo do percurso, o evento contou com a presença de aliados políticos e apoiadores do ex-presidente.