O recém-nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, revelou nesta quinta-feira (15/1) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu transformar o combate ao crime organizado em uma “ação de Estado”. Essa iniciativa visa integrar os esforços dos órgãos federais para enfrentar as facções criminosas.
O ministro destaca a importância da colaboração entre instituições estatais, como o Ministério Público, que devem operar em “total sintonia”. Ele enfatiza também a necessidade do reconhecimento por parte do Poder Judiciário sobre a seriedade da questão.
“A Receita Federal e a Polícia Federal já têm implementado diversas ações no combate a segmentos específicos do crime organizado. No entanto, a eficácia dessas iniciativas frequentemente transcende as capacidades do Executivo ou das ações governamentais isoladas”, afirmou.
Lima e Silva observa que a Polícia Federal e a Receita não conseguem, sozinhas, garantir resultados concretos sem a intervenção do Ministério Público e a atuação do Judiciário, que são essenciais para que as medidas tenham o impacto desejado no enfrentamento do crime.
“Percebemos que, por mais competentes que sejam as ações de governo, para que alcancem um nível significativo de eficácia, é imprescindível a colaboração entre os órgãos do Estado”, acrescentou o novo ministro em sua primeira declaração pública após assumir o cargo.
O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, que ocorreu após uma reunião convocada por Lula sobre o combate ao crime organizado, com a presença de diversas autoridades, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Lima e Silva também mencionou que a questão das fraudes no Banco Master foi discutida como parte dos tópicos abordados na reunião. “É uma diretriz que não se foca em particularidades, mas que não deixará de agir contra todos que se encaixem nesse contexto”, explicou.
Wellington César Lima e Silva será empossado hoje à tarde em uma cerimônia privada no Palácio do Planalto, com a presença do ex-ministro Ricardo Lewandowski. Ele foi nomeado pelo presidente na terça-feira (13/1), após Lewandowski decidir deixar o governo por motivos pessoais e familiares.