De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (13/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços no Brasil apresentou uma diminuição de 0,1% em novembro de 2025. No mês anterior, houve um crescimento de 0,3% em relação a setembro.
O resultado negativo de novembro foi influenciado principalmente pelos serviços de transporte, que caíram 1,4%, e pelos setores de informação e comunicação, que tiveram uma redução de 0,7%. No acumulado do ano de 2025, o setor ainda registra um crescimento de 2,7%, e comparado a novembro de 2024, o volume de serviços avançou 2,5%.
O setor de serviços é classificado em cinco grupos, dos quais três apresentaram resultados estáveis ou positivos: serviços prestados às famílias (0,0%), serviços profissionais, administrativos e complementares (1,3%) e outros serviços (0,5%).
Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 2,7%, mantendo a mesma taxa de expansão observada até novembro. O indicador de serviços prestados às famílias é um dos principais focos de atenção do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que monitora a atividade econômica. O Copom é responsável pela definição da taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano.
A Selic atua como um regulador da economia e é uma ferramenta essencial para o controle da inflação, que é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), cujo objetivo anual é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Em 2025, a inflação alcançou 4,26%, ultrapassando a meta estabelecida.
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