O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro de 2025 apresentou uma taxa de 0,33%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (9/1). Entre os seis grupos analisados, apenas o setor de habitação registrou uma queda de 0,33%.
No mesmo mês, o segmento que exerceu a maior influência sobre a inflação foi o de transportes, que teve uma alta de 0,74%. Esse grupo contribuiu com 0,15 ponto percentual para o índice total, representando quase 50% do resultado mensal. Dentro de transportes, as disparadas nos preços de transporte por aplicativo (13,79%) e passagens aéreas (12,61%) foram notáveis, com este último item gerando o maior impacto individual, de 0,08 p.p.
Os combustíveis, que haviam caído 0,32% em novembro, subiram 0,45% em dezembro. Em termos de variações, o grupo habitação foi o único que apresentou diminuição. “Esse resultado se deve à aplicação da bandeira tarifária amarela em dezembro, que adicionou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo consumo”, explica Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE.
Dentre os 377 subitens analisados para o cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial teve o maior impacto individual na inflação de 2025, com uma contribuição de 0,48 p.p. e uma alta acumulada de 12,31% ao longo do ano. Em segundo lugar, os cursos regulares contribuíram com 0,29 p.p. e tiveram uma variação de 6,54% no ano. Além disso, outros fatores também desempenharam papéis significativos.