O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que o ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, integre sua equipe de advogados. A solicitação foi feita ao ministro Alexandre de Moraes na tarde desta sexta-feira (2/1). Com a entrada de Sachsida, que fez parte do governo Bolsonaro de maio de 2022 até janeiro de 2023, ele terá a possibilidade de acessar a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde o ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses, sem necessidade de aviso prévio.
Bolsonaro retornou à PF nesta quinta-feira (1º/1) após receber alta médica, após passar por quatro procedimentos, entre os quais três cirurgias. Ele estava internado no hospital DF Star desde o dia 24 de dezembro.
O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelos processos relacionados à tentativa de golpe, autorizou que os filhos de Bolsonaro, bem como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, possam visitá-lo na PF sem a necessidade de autorização antecipada, respeitando os dias e horários estabelecidos — terças e quintas-feiras, das 8h às 10h. Médicos e advogados do ex-presidente também têm a mesma permissão.
Adolfo Sachsida, anteriormente secretário de Política Econômica e ex-ministro de Minas e Energia, fez sua primeira declaração à imprensa após assumir o cargo, que sucedeu a exoneração de Bento Albuquerque, solicitada por ele. Antes de assumir a função em maio de 2022, Sachsida atuou como assessor especial do então ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele é um ex-aluno e seguidor do filósofo Olavo de Carvalho, que é considerado uma figura influente no bolsonarismo e faleceu em janeiro de 2022.
Com um doutorado em economia pela Universidade de Brasília (UnB) e um pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, Sachsida também exerceu a docência na Universidade do Texas e no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).