Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), tentou escapar do Brasil levando consigo seu cachorro e materiais para o transporte do animal, conforme informações divulgadas pela Polícia Federal (PF). Ele foi detido na madrugada de sexta-feira (26/12) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai.
De acordo com a PF, câmeras de segurança registraram Silvinei carregando um veículo alugado com diversos pertences antes de deixar o Brasil. Por volta das 19h, ele começou a colocar bolsas no porta-malas do carro. Poucos minutos depois, às 19h14, voltou para carregar o banco traseiro com mais objetos, incluindo ração e vários sacos de tapete higiênico para cães. Às 19h22, ele foi visto levando potes de comida e conduzindo um cachorro que aparentava ser da raça pitbull, antes de sair com o automóvel.
Na ocasião, Vasques estava vestindo calça de moletom preta, uma camiseta cinza e um boné preto, todos da marca Puma. A investigação revelou que ele também transportava materiais específicos para acomodar o animal durante a viagem.
Ainda não há informações sobre o destino do cachorro após a prisão de Silvinei. Ele foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na chamada trama golpista, e estava cumprindo medidas cautelares em Santa Catarina, que incluíam o uso de uma tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país.
A PF constatou que o ex-diretor da PRF havia rompido o dispositivo de monitoramento antes de cruzar a fronteira, o que gerou alertas às autoridades. Após sua detenção em Assunção, as autoridades paraguaias iniciaram contato com a diplomacia brasileira para facilitar a expulsão imediata de Silvinei do país. A expectativa é que ele seja entregue às autoridades brasileiras na área da Tríplice Fronteira.
A condenação de Silvinei ocorreu em 16 de dezembro, durante o julgamento do núcleo 2 da trama golpista. Segundo o STF, ele e seus aliados foram responsáveis pela elaboração da chamada “minuta do golpe”, além de ações que visavam dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022. Apesar da sentença, o caso ainda não transitou em julgado, e a defesa pode recorrer.