O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido da Superintendência da Polícia Federal, onde está detido desde 22 de novembro, para o Hospital DF Star em Brasília, nesta quarta-feira (24/12). Esta marca a primeira vez que ele deixa a prisão desde sua chegada.
Para a transferência, Bolsonaro será acompanhado por uma escolta policial, garantindo transporte seguro até o hospital. Ao chegar ao DF Star, ele contará com a vigilância de dois policiais na entrada de seu quarto, além de segurança adicional no hospital.
Acompanhado de sua esposa, Michelle Bolsonaro, ele se internará na véspera de Natal para uma cirurgia programada para o dia 25, visando corrigir duas hérnias inguinais. Até o momento, não há previsão de quando ele receberá alta.
O ex-presidente, que cumpre uma pena de 27 anos e três meses, foi preso preventivamente após ter rompido a tornozeleira eletrônica que usava. A autorização para o procedimento cirúrgico foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiar a realização da cirurgia.
A necessidade da operação foi confirmada por um laudo da Polícia Federal, que documentou a presença das hérnias. Na terça-feira (23/12), a defesa de Bolsonaro informou a nova data após o ex-presidente cancelar uma entrevista por questões de saúde.
A decisão de Moraes permite que Bolsonaro realize a cirurgia e retorne à Superintendência da PF em Brasília assim que receber alta médica. O laudo da PF destacou a urgência do procedimento, recomendando que fosse realizado o quanto antes devido à deterioração do quadro clínico e ao risco de complicações.
Desde sua detenção, após ter queimado a tornozeleira, Bolsonaro enfrenta problemas de saúde relacionados a hérnias inguinais bilaterais, uma condição que se agrava com o tempo e pode causar dor e desconforto. Exames realizados em agosto de 2025 não indicaram a presença das hérnias, mas diagnósticos posteriores confirmaram a evolução do problema, exigindo agora intervenção cirúrgica.