A prévia do índice de preços ao consumidor referente a dezembro registrou uma inflação de 0,25%, resultando em um acumulado de 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de 4,41%, que se mantém dentro do limite estipulado pelo governo. Este é o segundo mês consecutivo em que a inflação acumulada se encontra dentro da margem de tolerância. Em novembro, o IPCA-15 havia recuado para 4,5% após um período fora do limite desde janeiro. Em abril, a inflação atingiu seu pico, alcançando 5,49%.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mais recente boletim Focus, uma pesquisa realizada pelo Banco Central com instituições financeiras, publicado na segunda-feira (22/12), projeta que a inflação oficial encerrará 2025 em 4,33%, o que também se encontra dentro da margem de tolerância da meta.
Diferenças entre a prévia e o IPCA
O IPCA-15 utiliza uma metodologia similar à do IPCA, considerado o índice oficial da inflação, que serve como base para a política de metas do governo, com um objetivo de 3% ao longo de 12 meses e uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A principal diferença reside no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. A prévia é realizada e divulgada antes do término do mês de referência; a coleta para a divulgação atual ocorreu entre 14 de novembro e 12 de dezembro.
O IPCA-15 coleta dados de preços em 11 localidades do país, incluindo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. Por sua vez, o IPCA abrange 16 localidades, incorporando cidades como Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. O IPCA completo de dezembro será divulgado em 9 de janeiro.
Ambos os índices consideram uma cesta de bens e serviços para famílias com rendimentos variando entre um e 40 salários mínimos, sendo que o valor atual do salário mínimo é de R$ 1.518.
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