De acordo com uma pesquisa nacional realizada pelo instituto Genial/Quaest, a maioria dos brasileiros não demonstra temor de que discussões políticas interfiram nas festividades natalinas deste ano. O estudo, divulgado recentemente, revela que 76% dos entrevistados acreditam que a atmosfera das celebrações de fim de ano será mantida, mesmo em meio à polarização política atual, um número que se mantém inalterado desde 2023.
Apenas 11% dos participantes expressaram “algum receio”, enquanto 10% afirmaram ter “muito receio”. O levantamento também aponta que é raro que familiares deixem de comparecer às comemorações de Natal devido a conflitos políticos; 87% dos entrevistados consideram que divergências de opinião não serão um obstáculo para a união familiar nas festividades.
Ao serem questionados se algum parente poderia faltar ao encontro natalino por conta de desavenças políticas, somente 11% afirmaram que sim, enquanto 2% não souberam ou não responderam. A pesquisa mostra ainda que a vontade de se reunir com a família no Natal permanece alta, independentemente da região, renda ou posição política; 85% dos entrevistados planejam realizar um encontro familiar para a ceia.
Além disso, o estudo investigou expectativas em relação ao consumo e à organização das festas de fim de ano, incluindo percepções sobre o tamanho da ceia e a compra de presentes, bem como a disposição para manter as reuniões familiares apesar do atual cenário econômico e político.
Cerca de 37% dos participantes acreditam que a ceia deste ano será menos abundante do que a do ano anterior, uma leve queda em relação aos 39% registrados no ano passado. Por outro lado, 23% esperam que a ceia seja mais farta, comparado a 20% em 2024.
Sobre a compra de presentes, 50% dos entrevistados planejam adquirir menos do que no Natal passado, enquanto 19% têm a intenção de comprar mais. Outros 27% afirmaram que manterão o mesmo número de presentes.
A pesquisa foi realizada entre 11 e 14 de dezembro, abrangendo todas as regiões do Brasil e entrevistando pessoas com mais de 16 anos de diferentes perfis sociais e econômicos, com recortes por sexo, idade, escolaridade, renda familiar e posição política.