O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, fez ironias nesta sexta-feira (19/12) em relação a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ao senador Weverton Rocha (PDT-MA). Em meio a uma operação da Polícia Federal (PF) que o investiga por supostas irregularidades na utilização de recursos da cota parlamentar, ele declarou que “não tem nada a temer”.
“Enquanto Lulinha e o vice-líder do Senado [Weverton] devem explicações e evitam a imprensa, eu não tenho receios e estou pronto para esclarecer a situação”, afirmou ele a repórteres. Essa declaração veio um dia após a operação da PF, denominada “Operação Sem Desconto”, que teve como alvo uma amiga de Lulinha e o senador Weverton, visando investigar fraudes no Instituto Nacional da Previdência Social (INSS).
Sóstenes também comentou que o veículo que aluga é mais econômico, pois é trocado a cada dois anos, diferentemente do que fazem muitos de seus colegas que optam pela troca anual. Ele reiterou que a investigação é uma “perseguição política” e criticou os mandados de busca e apreensão. “É mais uma investigação direcionada contra quem está na oposição”, pontuou.
A operação, que teve início na manhã de sexta-feira (19/12), foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, com base em indícios sólidos de irregularidades, incluindo reembolsos de despesas supostamente inexistentes com recursos públicos. Além de Sóstenes, o deputado Carlos Jordy, ambos do PL, também foi alvo da ação.
Durante as investigações, a PF encontrou R$ 430 mil em dinheiro vivo em um flat alugado pelo deputado, com as notas de R$ 100 acondicionadas em um saco plástico preto. A operação, batizada de Galho Fraco, é um desdobramento de outra ação realizada em dezembro de 2024, que investigava crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.