Depois de ter seu mandato revogado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) expressou sua indignação em relação à decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviando um recado contundente ao político paraibano. “O presidente da Câmara dos Deputados decidiu cassar meu mandato com uma simples canetada, em uma ação covarde da Mesa. Essa decisão ignorou as normas da própria Câmara, desconsiderou a vontade expressa em voto pelo plenário e não respeitou o texto claro da Constituição”, declarou Ramagem. Ele ainda citou as palavras de Motta: ‘Fiz o que tinha que fazer’, e respondeu que isso reflete a postura de um ‘boneco’, manipulado por um ministro do STF. “Covardia é saber o que é certo e não agir em conformidade”, postou em sua conta na rede social X.
Ramagem continuou seus ataques a Motta, afirmando que o presidente não demonstra coragem suficiente para defender sua própria instituição e os mandatos parlamentares de acordo com a lei. “É um presidente que se submete a um ministro de outro poder”, criticou.
“A Câmara dos Deputados foi efetivamente desmantelada pela covardia de quem a lidera”, escreveu Ramagem em uma postagem no Twitter.
O ex-deputado teve seu mandato cassado após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro deste ano por sua participação em um esquema golpista, recebendo uma pena de 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime fechado. Ele deixou o Brasil no mês anterior e atualmente reside nos Estados Unidos, em uma ação considerada ilegal pela Polícia Federal (PF).
Além de Ramagem, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também teve seu mandato revogado e, assim como Ramagem, fugiu para os EUA após ser alvo da Justiça, tendo sido condenado pela Suprema Corte em um outro caso. A Câmara dos Deputados argumenta que parlamentares não podem exercer suas funções enquanto residem em outro país, especialmente devido ao número de faltas acumuladas nas atividades do Parlamento brasileiro.
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