A Polícia Federal (PF) lançou a Operação Galho Fraco nesta sexta-feira (19/12), focando nas irregularidades relacionadas ao uso de cotas parlamentares para desvio de recursos públicos. Os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) são os principais alvos da investigação.
As Cotizações para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) são fundos mensais destinados a parlamentares, que devem ser utilizados para cobrir despesas relacionadas ao exercício do mandato, como por exemplo: transporte e outras necessidades funcionais. Os deputados estão sendo investigados por supostamente utilizar uma empresa de locação de veículos para criar contratos fictícios de serviços, com o intuito de desviar esses recursos.
Nesta operação, a PF apreendeu R$ 430 mil em dinheiro vivo no quarto de hotel onde Sóstenes estava hospedado. As investigações indicam que os deputados podem ter praticado lavagem de dinheiro através de uma técnica conhecida como “smurfing”, que envolve a fracionamento de saques e depósitos em valores inferiores a R$ 9.999,00.
As cotas foram estabelecidas pelo Ato da Mesa nº 43/2009. Alguns parlamentares, como Sóstenes, que ocupa o cargo de líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, recebem um adicional de R$ 1.353,04 em suas cotas mensais. O montante disponível a cada parlamentar varia conforme o estado de origem, considerando os custos de deslocamento até Brasília. Para os deputados do Rio de Janeiro, como Sóstenes e Jordy, o valor é de R$ 41.553,77, sem incluir o adicional de líder.
As informações sobre a utilização das cotas parlamentares são públicas e podem ser acessadas no site da Câmara dos Deputados. Os valores das cotas variam de R$ 36.582,46 (para parlamentares do Distrito Federal) até R$ 51.406,33 (para parlamentares de Roraima).
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