Em novembro, as contas externas do Brasil apresentaram um déficit de US$ 4,9 bilhões, conforme divulgado pelo Banco Central (BC). Esse valor é superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, que foi de US$ 4,4 bilhões no vermelho. Essas informações fazem parte do relatório de estatísticas do setor externo, publicado na última sexta-feira (19/12) pelo BC, que detalha as movimentações financeiras do país mês a mês.
Para calcular as transações correntes, o Banco Central leva em consideração o saldo da balança comercial (que reflete a diferença entre importações e exportações), além dos serviços e da movimentação de rendas para o exterior. No acumulado de doze meses até novembro, o déficit das transações correntes atingiu US$ 77,7 bilhões, um valor ligeiramente acima dos US$ 77,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, indicando que o Brasil continua a gastar mais do que arrecada do exterior.
A balança comercial apresentou um superávit de US$ 5,1 bilhões em novembro, embora tenha registrado um saldo positivo de US$ 6 bilhões em novembro de 2024. As exportações totalizaram US$ 28,7 bilhões, com um crescimento de 2,3%, enquanto as importações somaram US$ 23,6 bilhões, refletindo um aumento de 7,1%.
Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil também superaram os números do ano passado, com um total de US$ 9,8 bilhões em novembro, em comparação aos US$ 5,7 bilhões do mesmo mês de 2024. No total acumulado nos últimos doze meses até novembro, os investimentos diretos somam US$ 84,3 bilhões, representando 3,76% do PIB, em contraste com os US$ 80,2 bilhões (3,62% do PIB) de outubro e US$ 71,2 bilhões (3,25% do PIB) de novembro do ano anterior.
Adicionalmente, o Banco Central informou que as reservas internacionais do Brasil aumentaram em US$ 3,5 bilhões entre outubro e novembro, totalizando US$ 360,6 bilhões, o que garante uma proteção sólida contra potenciais crises externas. Esse crescimento nas reservas é atribuído a contribuições positivas de variações cambiais (US$ 1,3 bilhão), retorno de linhas com recompra (US$ 1 bilhão) e receitas de juros (US$ 784 milhões).
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