A Polícia Federal (PF) iniciou uma nova fase da Operação Sem Desconto nesta quinta-feira (12/12), na qual é apontado que o senador Weverton (PDT-MA), que ocupa o cargo de vice-líder do governo Lula, pode ter recebido recursos ilícitos relacionados a fraudes nos descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Um documento do Supremo Tribunal Federal (STF) indica que o senador não apenas se beneficiou desses valores, mas também mantinha vínculos estreitos com os membros da organização criminosa objeto da investigação da Operação Sem Desconto.
Além disso, a PF solicitou a prisão do senador, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) se opôs a essa medida. Como resultado, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou apenas a realização de mandados de busca e apreensão.
A assessoria de imprensa do senador afirmou que Weverton Rocha ficou surpreso com a busca em sua residência e se colocou à disposição para esclarecer qualquer questão assim que puder acessar integralmente a decisão.
O escândalo envolvendo o INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens iniciadas em dezembro de 2023. Três meses depois, foi divulgado que a arrecadação das entidades com os descontos de mensalidade de aposentados havia aumentado significativamente, atingindo a marca de R$ 2 bilhões em um ano, enquanto diversas associações enfrentavam milhares de processos por fraudes nas filiações de segurados.
As matérias do Metrópoles foram fundamentais para a abertura do inquérito pela PF e contribuíram para as investigações da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, 38 reportagens do portal foram mencionadas pela PF na representação que resultou na Operação Sem Desconto, iniciada em 23/4, a qual culminou na demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
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