Inicialmente classificada como um acidente de trânsito, a morte de Henay Amorim revelou-se, na verdade, um caso de feminicídio cometido por seu namorado, o empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, que acabou confessando o ato.
As investigações indicam que Alison forjou um acidente para disfarçar o fato de que Henay já estava sem vida no momento em que o veículo colidiu com um ônibus no último domingo (14/12). A descoberta do crime ocorreu após a análise de imagens de câmeras de segurança em uma praça de pedágio, que mostraram a mulher desacordada no carro antes da colisão.
Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, era natural de Divinópolis (MG) e se apresentava nas redes sociais como personal shopper, atuando em cidades como Brasília, Belo Horizonte, Miami e Nova York. Segundo a Polícia Civil, o relacionamento entre ela e Alison tinha um histórico de violência. Após a confissão do empresário, a polícia começou a examinar mensagens e fotos nos celulares do ex-casal, além de registros de atendimento médico que poderiam indicar um padrão de violência doméstica.
As autoridades suspeitam que a morte de Henay não foi um evento isolado. Os celulares dos dois foram enviados para análise pericial, e a Polícia Civil aguarda os resultados da necropsia e os depoimentos para prosseguir com a investigação.
A caracterização do crime como feminicídio surgiu após a análise das imagens de segurança que capturaram o carro em que Henay estava momentos antes de colidir com um ônibus de turismo na MG-050. Nas gravações, ela aparece no banco do motorista, aparentemente inconsciente, enquanto Alison ocupa o banco do passageiro. O vídeo mostra Alison pagando a tarifa do pedágio e, de forma improvisada, tentando dirigir o veículo ao esticar-se para alcançar o volante. A atendente do pedágio notou a situação e questionou se estava tudo bem.
Após essa reviravolta, Alison foi detido na manhã de segunda-feira (15/12), durante o velório de Henay em Divinópolis.