Na quarta-feira (17/12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou durante uma reunião com seus ministros que eles contatem senadores aliados para assegurar votos favoráveis à indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, na sua sabatina para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorrerá no Senado.
Messias foi indicado por Lula no mês passado, apesar da resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que preferia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu aliado, para preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso na Suprema Corte.
Desde a indicação, Messias enfrentou desafios impostos por Alcolumbre, que inicialmente agendou a sabatina para o dia 10 de dezembro, o que complicou a busca de apoio no Senado devido ao prazo apertado. Embora o presidente do Senado tenha recuado, não foi estabelecida uma nova data para a sabatina.
Nos bastidores, estima-se que Messias ainda não tenha o apoio necessário para ser aprovado como o novo ministro do STF. Com isso, Lula e os parlamentares do governo intensificam suas articulações para conquistar apoio.
Alguns ministros do STF, como André Mendonça e Nunes Marques, também demonstram afinidade com a indicação de Messias, o que se deve à sua ligação religiosa, já que ambos são evangélicos.
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