O deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que já ocupou a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi alvo de uma nova operação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (16/12). A ação faz parte da continuidade da Operação Unha e Carne 2, que apura o suposto vazamento de informações confidenciais que teriam beneficiado o Comando Vermelho (CV).
Nesta fase, também é investigado o desembargador Macário Ramos Judice Neto, que atua como relator do caso de Thiago Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). O desembargador foi detido.
Bacellar, que já havia sido preso na primeira fase da Operação Unha e Carne, agora enfrenta busca e apreensão. Após sua prisão inicial, ele foi solto pelo plenário da Alerj e atualmente responde ao processo em liberdade, utilizando uma tornozeleira eletrônica.
Durante a investigação anterior, foi revelado que Bacellar teria obtido acesso a informações internas do inquérito e as repassado a terceiros, levantando suspeitas de que o vazamento poderia ter afetado o curso das investigações que buscavam desvelar conexões entre líderes do Comando Vermelho e figuras políticas.
Ele foi inicialmente preso sob a suspeita de ter divulgado informações sigilosas da Operação Zargun, que resultou na prisão do deputado TH Joias. Antes de sua detenção em setembro, Bacellar teria compartilhado informações sobre a operação por telefone com o deputado e o orientado a destruir provas.
Formado em Direito, Bacellar foi secretário de Estado no governo do Rio e foi eleito pela primeira vez para a Alerj em 2018, pelo partido Solidariedade, recebendo 26.135 votos. Em 2022, ele ampliou sua base de apoio, conquistando 97.822 votos e garantindo seu segundo mandato, desta vez pelo PL. Em 2025, foi escolhido presidente da Alerj por unanimidade, firmando-se como uma figura influente no parlamento estadual.
Ele se torna o segundo presidente da Alerj a ser preso enquanto exercia o mandato, seguindo o caso de Jorge Picciani, detido em 2017 durante a Operação Cadeia Velha.
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