A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) se manifestou contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que ordenou sua prisão preventiva nesta quarta-feira (4/6). Segundo Zambelli, a determinação do magistrado é “abusiva, inconstitucional e antidemocrática”.
“A ordem de prisão emitida contra mim é ilegal, fere a Constituição e demonstra autoritarismo. A nossa Carta Magna é clara ao afirmar que um deputado federal só pode ser detido em flagrante e por crime inafiançável. Nenhuma dessas condições foi atendida. Entretanto, um único ministro, de forma isolada, decidiu ignorar o devido processo legal, desconsiderar a imunidade parlamentar e agredir os princípios democráticos”, declarou Zambelli em uma nota.
Além disso, Moraes requisitou que a Polícia Federal (PF) coloque o nome da deputada na lista vermelha da Interpol. A parlamentar criticou a gravidade da situação, ressaltando que uma decisão desse porte não deveria ser tomada unilateralmente. “O mais sério disso tudo foi o ataque à minha família”, afirmou.
Zambelli destacou que o ministro também determinou o bloqueio da conta de Instagram de seu filho, João Zambelli, que tem apenas 17 anos e está começando sua carreira na vida pública. “Com isso, não é apenas a deputada ou a cidadã Carla Zambelli que foi atacada. Ele atingiu uma mãe”, enfatizou.
A deputada também condenou a decisão de Moraes que afetou as contas de sua mãe, Rita Zambelli, que está na corrida para se tornar deputada federal. “Essa ação não fere somente a cidadã, mas também a filha”, acrescentou.
Classificando a medida do ministro como “perseguição política”, Zambelli afirmou que levará o que considera “abuso, perseguição e escalada autoritária” a todos os fóruns internacionais que puder. “O mundo precisa estar ciente de que, no Brasil, ministros do Supremo agem como tiranos, desrespeitando leis, silenciando vozes e destruindo famílias”, concluiu.