Nesta quarta-feira (4/5), os líderes do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), enfatizaram a importância do multilateralismo durante a abertura do 11º Fórum Parlamentar do Brics, que conta com a participação de 15 nações. O encontro está sendo realizado no Congresso, em Brasília (DF).
Como anfitriões do evento, Alcolumbre e Motta receberam diversas autoridades, incluindo o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, representando a Corte, e a secretária-geral das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, que representa o Itamaraty, além das delegações de todos os países participantes.
Na abertura, o presidente do Congresso destacou que o Fórum, que se estende por três dias, é promovido com um “espírito de cooperação e construção conjunta” entre os 11 países membros do bloco comercial e as nações convidadas. Ele ressaltou que, desde sua criação, o Fórum Parlamentar do Brics desempenha um papel único ao permitir que os parlamentos se manifestem de maneira autônoma, complementando as ações governamentais em temas cruciais para a sociedade.
Alcolumbre mencionou que dois aspectos desta edição do Fórum são especialmente significativos para ele. Segundo o senador, a expansão do bloco reflete um “caráter inclusivo” e é a expressão “máxima de sucesso econômico”. Ele afirmou: “Representamos 40% do PIB mundial, superando os países do G7 juntos, e cerca de 25% do comércio internacional. Estou certo de que esses números crescerão ainda mais nos próximos anos.”
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também discursou logo após Alcolumbre, defendendo a promoção do comércio entre os países do bloco, por meio da remoção de barreiras tarifárias. “É possível fortalecer o comércio entre os membros, eliminar barreiras não tarifárias, facilitar a movimentação de empresários e harmonizar normas e certificações”, afirmou.
Além disso, Motta abordou a importância de utilizar moedas locais nas transações entre os países do grupo, com o intuito de minimizar custos. “Não podemos evitar discussões sobre como diversificar e fortalecer iniciativas, como o uso de moedas locais, para reduzir custos de transação e abrir novas oportunidades de negócios”, disse.
O presidente da Câmara também aproveitou a oportunidade para enfatizar a necessidade de união entre os países do Brics em áreas como educação e ciência, promovendo intercâmbios. “Devemos intensificar a troca de pesquisadores, implementar programas de cooperação acadêmica e transferir tecnologias em setores como a indústria 4.0, bioeconomia e agricultura de precisão”, destacou.
A 11ª edição do Fórum Parlamentar do Brics está ocorrendo no Brasil, com o Palácio do Congresso Nacional como sede em Brasília (DF). O evento reúne parlamentares de 15 países que discutem temas relacionados à saúde, educação, inteligência artificial e desenvolvimento sustentável.
O Fórum teve início na terça-feira (3/6) com reuniões preliminares de mulheres parlamentares e presidentes de comissões de Relações Exteriores. O encerramento está previsto para quinta-feira (5/6). Participam do evento representantes de países como Brasil, África do Sul, Belarus, Bolívia, China, Cuba, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã, Nigéria e Rússia.
Criado em 2006, o Brics inicialmente reunia Brasil, Rússia, Índia e China, com a adesão da África do Sul em 2011. Em 2023, o grupo foi ampliado com a inclusão de mais seis países: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.