AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Mulher Detida ao Tentar Introduzir Drogas em Presídio Utilizando Vassouras • Rayane Figliuzzi responde a acusações do ex-parceiro: “Ele busca apenas engajamento” • Barcelona dá passo decisivo rumo ao título após vitória convincente sobre o Getafe • Atlético busca uma nova marca histórica em casa com duelo contra o Flamengo • Padre Reginaldo Manzotti: A Conexão Digital com os Fiéis e o Equilíbrio entre Vida Sacerdotal e Pessoal • São José-RS Enfrenta Brasil de Pelotas-RS em Confronto Decisivo da Série D ZeroUm • Carlos Bolsonaro Atualiza Sobre o Estado de Saúde do Pai e Cirurgia Pendentes • Nívea Stelmann reflete sobre ensaio sensual de 2006: ‘Éramos insensíveis à época’ • Acusações de Transfobia Envolvem a Atriz Cássia Kis em Banheiro de Shopping no RJ • Atlético busca quebrar tabu diante de Leonardo Jardim, ex-técnico do Cruzeiro, agora no comando do Flamengo • Mulher Detida ao Tentar Introduzir Drogas em Presídio Utilizando Vassouras • Rayane Figliuzzi responde a acusações do ex-parceiro: “Ele busca apenas engajamento” • Barcelona dá passo decisivo rumo ao título após vitória convincente sobre o Getafe • Atlético busca uma nova marca histórica em casa com duelo contra o Flamengo • Padre Reginaldo Manzotti: A Conexão Digital com os Fiéis e o Equilíbrio entre Vida Sacerdotal e Pessoal • São José-RS Enfrenta Brasil de Pelotas-RS em Confronto Decisivo da Série D ZeroUm • Carlos Bolsonaro Atualiza Sobre o Estado de Saúde do Pai e Cirurgia Pendentes • Nívea Stelmann reflete sobre ensaio sensual de 2006: ‘Éramos insensíveis à época’ • Acusações de Transfobia Envolvem a Atriz Cássia Kis em Banheiro de Shopping no RJ • Atlético busca quebrar tabu diante de Leonardo Jardim, ex-técnico do Cruzeiro, agora no comando do Flamengo •

PGR solicita prisão preventiva de Carla Zambelli após sua saída do Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) requereu a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) após a parlamentar anunciar que havia deixado o país. O pedido foi formalizado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar de já estar condenada a 10 anos de reclusão e à perda de seu mandato, Carla Zambelli revelou nesta terça-feira (3/6) que saiu do Brasil. A condenação foi resultado de uma investigação da Câmara relacionada ao envolvimento da deputada na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Quero informar que estou fora do Brasil há alguns dias. Inicialmente, busquei um tratamento médico, que já realizava aqui [sem detalhar o local]. Vou solicitar o afastamento do meu cargo”, declarou a deputada em entrevista ao canal AuriVerde no YouTube.

No portal da Câmara dos Deputados, ela ainda é listada como parlamentar em exercício.

Zambelli afirmou que permanecerá na Europa devido à sua cidadania europeia e que planeja “denunciar a ditadura” que, segundo ela, assola o Brasil. “Vou me estabelecer na Europa. Tenho cidadania europeia, então estou muito tranquila em relação a isso. Quero deixar claro que não estou abandonando o país. Isso não é desistir; é resistir. É voltar a ser a Carla que era antes das amarras impostas por essa ditadura”, afirmou.

“Pretendo levar essa mensagem a todos os países da Europa e denunciar em todas as cortes que encontrarmos”, acrescentou.

Embora a decisão do STF tenha implicações para seu mandato, Zambelli não perdeu automaticamente seu cargo; essa ação deve ser realizada pela Câmara dos Deputados. O que já está em vigor é a inelegibilidade da deputada por oito anos.

Mesmo diante da condenação, a defesa de Zambelli já protocolou um recurso contra a decisão da Primeira Turma do STF. No documento, seus advogados alegam “cerceamento de defesa”, afirmando que não tiveram acesso total a provas relevantes no caso, incluindo cerca de 700 GB de dados armazenados na plataforma “mega.io”.

A defesa solicita que o STF reconheça essa situação, conceda acesso integral aos documentos e, com base nisso, absolva a parlamentar, além de pedir a revogação de outras consequências da condenação, como a perda do mandato.

Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF em razão de sua participação em uma invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Ela também apresentou embargos de declaração contra a decisão do Supremo que a condenou.

Na mesma situação, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro também se encontra fora do país. Para seus aliados, Zambelli mencionou que teve seu celular vazado um dia antes de sacar uma arma em público, um episódio que gerou controvérsia.

A condenação de Zambelli, decidida por unanimidade pela Primeira Turma do STF, está relacionada à invasão dos sistemas do CNJ em janeiro de 2023. Segundo a denúncia da PGR, a deputada foi a mente por trás da ação, que resultou na emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com a Polícia Federal, o ataque cibernético foi realizado pelo hacker Walter Delgatti Neto, que confessou ter agido sob a orientação de Zambelli. Ele declarou ter recebido um texto escrito pela deputada para ser inserido no sistema, além de ter recebido pagamentos que totalizavam pelo menos R$ 13,5 mil. A PF também identificou que o hacker utilizou credenciais falsas para acessar os dados do Judiciário Federal.

A sentença da Suprema Corte prevê ainda a perda do mandato de Zambelli após o esgotamento de todos os recursos.

Em 15 de maio, Zambelli afirmou que não sobreviveria à pena imposta pelo STF, citando uma série de problemas de saúde, incluindo uma síndrome rara chamada Ehlers Danlos, que causa deslocamento fácil das articulações, além de problemas cardíacos e depressão.

“Minha saúde tem se agravado devido a todo esse estresse. Estou coletando relatórios médicos que confirmam que eu não sobreviveria à prisão. Vamos apresentar isso em momento oportuno”, concluiu a deputada.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade