Nesta sexta-feira (30/5), o Ministério da Fazenda anunciou que mantém sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,4% para 2025, destacando a resiliência observada nos setores de emprego e crédito. A pasta também mencionou que, para a segunda metade do ano, espera que o ritmo de crescimento permaneça estável, refletindo os efeitos restritivos da política monetária.
Essa avaliação faz parte de uma nota divulgada pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério, logo após a divulgação dos dados sobre o crescimento da economia no primeiro trimestre. O Brasil registrou uma alta de 1,4% no PIB, impulsionada principalmente pelo setor agropecuário. Contudo, as previsões indicam que, a partir do segundo trimestre, a contribuição desse setor para o crescimento econômico “tenderá a ser negativa”.
A SPE também destacou que a contribuição do agro para o crescimento econômico deverá ser negativa a partir do segundo trimestre de 2025, devido à diminuição do ritmo de expansão das atividades cíclicas em comparação com o ano anterior.
No relatório, foi observado que o crescimento da economia brasileira ficou ligeiramente abaixo da previsão anterior no Boletim Macrofiscal de maio, que esperava um aumento de 1,6%. O Macrofiscal é um relatório bimestral que apresenta as projeções de curto e médio prazo para os principais indicadores econômicos e de inflação, utilizados no planejamento orçamentário da União.
Os dados sobre o desempenho econômico foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que relatou uma elevação de 1,4% no PIB do primeiro trimestre. O setor agropecuário teve o melhor desempenho, com um crescimento de 12,2%, seguido pelos serviços que apresentaram uma alta modesta de 0,3%. Por outro lado, a indústria não apresentou variação relevante, com um recuo de 0,1%.
Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a economia brasileira cresceu 2,9%, impulsionada pelo setor de comércio. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB teve uma alta de 3,5%, totalizando R$ 3 trilhões entre janeiro e março.
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