O Índice de Progresso Social (IPS), apresentado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), classifica os 5.570 municípios do Brasil com base em 57 indicadores sociais e ambientais que medem a qualidade de vida nas cidades. Este índice varia de 0 a 100.
As cidades que se destacam positivamente estão localizadas em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e no Distrito Federal. Pelo segundo ano consecutivo, Gavião Peixoto, um pequeno município do interior de São Paulo, conquistou a melhor nota do Brasil, alcançando 73,26. Em seguida, Gabriel Monteiro (SP) e Jundiaí (SP) completam o pódio. Dos dez municípios com as melhores classificações, sete são de São Paulo.
Veja a lista dos 20 municípios que obtiveram as melhores pontuações no IPS Brasil 2025:
Em contrapartida, as cidades com os índices mais baixos de qualidade de vida estão todas situadas na Amazônia Legal. O estado do Pará, que sediará a COP30, conferência mundial sobre o clima, abriga 12 das 20 cidades com os piores índices do país.
Abaixo, confira a lista dos 20 municípios que apresentam as piores pontuações no IPS Brasil 2025:
Para acessar o relatório completo, clique aqui. O IPS foi elaborado por um grupo de especialistas acadêmicos e sintetizado como “a capacidade da sociedade de atender às necessidades humanas básicas, garantir estruturas que promovam a qualidade de vida e oferecer oportunidades para que todos possam alcançar seu máximo potencial”.
Com base nesse conceito, o IPS Brasil 2025 é construído a partir de 57 indicadores agrupados em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A seleção desses indicadores segue critérios de relevância social e ambiental, foco em resultados e a utilização de dados públicos atualizados e disponíveis para, pelo menos, 95% dos municípios.
Diferente de índices econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o IPS avalia diretamente os resultados sociais e ambientais.
“O IPS permite identificar desigualdades que não são capturadas apenas por indicadores econômicos. Municípios com PIB semelhantes podem apresentar desempenhos muito diferentes no índice, o que destaca a importância de políticas públicas integradas voltadas para o bem-estar social. Com o IPS, conseguimos identificar onde as políticas estão funcionando e onde é preciso agir com mais urgência”, explica Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.
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