Na última quinta-feira (29/5), Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, reconheceu a possibilidade de abordar questões como a reforma administrativa e a taxação das apostas, conhecidas como bets, em meio à análise de despesas. Em relação à reforma administrativa, Ceron destacou que se trata de uma agenda que visa modernizar o Estado e que é fundamental avaliar seu potencial impacto fiscal significativo.
“Vejo que pode haver alguma contribuição [fiscal], mas, de maneira geral, quando se fala em reforma administrativa de forma ampla, alguns acreditam que isso seria a solução para os desafios fiscais. Eu sou um pouco cético nesse ponto”, comentou, ressaltando a importância de compreender o que está sendo debatido na Câmara dos Deputados.
Ceron também afirmou que, caso sua equipe seja instigada a discutir o tema, examinará a proposta com seriedade, levando em consideração aspectos fiscais. Sobre a possibilidade de aumentar a taxação das bets, ele afirmou que essa questão será debatida, elogiando aqueles que se dispõem a contribuir para a discussão: “Precisamos conversar. Faz sentido? Não faz? Qual seria a magnitude e quanto isso poderia compensar outras questões?”
Recentemente, Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sugeriu a elevação dos impostos sobre as apostas como forma de amenizar o impacto do aumento das alíquotas do IOF. Na mesma quinta-feira, Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, também mencionou essa possibilidade.
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