Nesta quinta-feira (29/5), Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, afirmou que o Brasil “está muito bem”, referindo-se aos dados sobre o aumento da renda das famílias e a redução do desemprego. “É crucial destacar que o país está em uma fase positiva. Estamos experimentando um crescimento saudável, e, socialmente, vivemos um dos melhores momentos da nossa história. Com a renda familiar em ascensão e um índice de desemprego bastante baixo, na verdade, estamos alcançando o pleno emprego e obtendo os melhores resultados já registrados”, declarou.
Ceron também mencionou a recuperação fiscal do país, enfatizando a necessidade de manter esse progresso. “Precisamos assegurar que essa trajetória continue. Para isso, é fundamental identificar fontes de receita ou ajustar despesas que possam ser geridas de forma adequada”, complementou.
Essas declarações surgem em um contexto de novas tensões para o governo federal, especialmente após o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nos últimos dias, a administração tem enfrentado críticas intensas por suas decisões na política fiscal, tanto do mercado financeiro quanto de setores do Congresso Nacional.
Após o anúncio do aumento do IOF, parlamentares começaram a se mobilizar para aprovar pelo menos 20 Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) com o intuito de revogar a medida.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego permaneceu estável em 6,6% no trimestre encerrado em abril, o que representa a menor variação dessa taxa desde o início da série histórica em 2012. Além disso, o Brasil criou 257.528 novos empregos formais em abril, conforme os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse é o maior número de contratações para o mês desde 2020, superando o recorde anterior de 239,9 mil postos de trabalho formal abertos no ano passado.